Gislaine Oliveira
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Eu e os livros
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
O Morro dos ventos uivantes
A história fala do amor, do amor incondicional , irracional até, que Heathcliffe, sente por Catharina. Heathcliffe não é o príncipe das histórias românticas. Louco, Obsessivo possessivo, mas de um amor tão grande por sua Cathy, que o faz ser meu mocinho favorito. Agora me perguntam porque não falo de Catharina. Bem, não acho que ela o amava. Ou amava também, quem sou eu para julgar. Mas ela estava preocupada demais em seu mundo para viver esse amor. O livro é ótimo, porém, confuso, confuso, confuso demais. A quem tiver oportunidade, olhem o filme, eh enorme. Tem mais de duas horas (versão de 2009), mas vale cada minuto. Lindo. Lindo. "Porque me desprezaste? Porque é que traiste o teu coração, Cathy? Amaste-me; que direito tinhas de me deixar? Porque nem a miséria, nem a degradação, nem a morte, nem nada que Deus ou o demónio pudessem infligir-nos nos teria separado, mas tu fizeste-o de livre vontade! Não fui eu, mas sim tu quem despedaçou o teu coração; e ao fazê-lo destruíste também o meu. Tanto pior para mim, que sou forte. Quero por acaso viver? Que vida será a minha quando...Meu Deus! Gostarias de viver com a tua alma enterrada?"
" Pois faço uma prece, hei de repeti-la até que minha língua endureça; Catherine Earnshaw, que não encontres a paz enquanto eu estiver vivo! Disseste que te matei, assombra-me então! Os mortos costumam assombrar os seus assassinos. Acredito, sei que andam almas penadas pela terra. Fica comigo para sempre, toma a forma que quiseres, enlouquece-me! Mas não me deixes neste abismo onde não te posso encontrar! Oh, meu Deus! É inexprimível! Não posso viver sem a minha vida! Não posso viver sem a minha alma!"
"Não tenho medo, nem esperança de morrer. Contudo não posso continuar assim! Tenho que me lembrar de respirar, de manter o meu coração a bater! A luta tem sido longa e desejo tanto que acabe em breve!"
" Pois faço uma prece, hei de repeti-la até que minha língua endureça; Catherine Earnshaw, que não encontres a paz enquanto eu estiver vivo! Disseste que te matei, assombra-me então! Os mortos costumam assombrar os seus assassinos. Acredito, sei que andam almas penadas pela terra. Fica comigo para sempre, toma a forma que quiseres, enlouquece-me! Mas não me deixes neste abismo onde não te posso encontrar! Oh, meu Deus! É inexprimível! Não posso viver sem a minha vida! Não posso viver sem a minha alma!"
"Não tenho medo, nem esperança de morrer. Contudo não posso continuar assim! Tenho que me lembrar de respirar, de manter o meu coração a bater! A luta tem sido longa e desejo tanto que acabe em breve!"
Gislaine Oliveira
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Fim
Desistir do técnico não foi a coisa mais fácil da minha vida. Até porque eu nem sei o que é que já foi a coisa mais fácil da minha vida. Tenho a impressão de que nada foi fácil. Mas apesar de ser meio complicado por um fim a tudo aquilo, eu precisava fazer isso. Era como um relacionamento desgastado pelo tempo. Já não vinha dando certo ha muito tempo, ou nunca deu e eu que insistia, não sei. Foi um relacionamento longo, 4 anos inteiros. De muito choro, muita decepção, muitas lágrimas, brigas, noites sem dormir, mas também de alguns bons momentos. Eu não consigo lembrar deles agora, mas eu sei que é porque estou brava e chateada. Deve ter algumas lembranças boas. É só eu me concentrar e pensar em algumas delas. Deixa eu ver...Teve aquele dia que...não, não, esse não. Mas teve aquele outro que...não, esse também não foi muito legal. Bem, enfim. Houve sim, eu só tenho uma péssima memória. O fato é que eu acabei desistindo de tudo aquilo. Porque nada daquilo estava me fazendo bem. Eu já estava entrando numa piração total. Aquilo não era para mim. A quem eu estava enganando? Só a mim mesmo. É sempre a mesma coisa quando digo que eu deixei a química de lado. "Você tem certeza?" Não. Não tenho. Mas assim como eu não tinha certeza quando deixei o ballet. E hoje, 5 anos depois eu vejo que estava certa. Aquilo não era para mim. Assim como a química também não é. Eu sei que algum dia vou ver algo positivo naquele curso de m..., mas não hoje. Assim como eu vejo algo de bom no ballet, 10 anos lá e hoje eu sei fazer um 4 até caindo de bêbada, um dia vou achar algo de bom no tecnico. Só não peçam para fazer isso hoje. Hoje eu só quero espraguejá-lo(existe?). Amanha talvez.
Gislaine Oliveira
Gislaine Oliveira
domingo, 26 de janeiro de 2014
Meu pai
Hoje resolvi falar desses homens maravilhosos que são indispensáveis na nossa vida.
Ok. Feministas de plantão dirão
que mãe é mãe. Concordo. Mas assim como pai é pai, irmão é irmão e tio é tio.
Eu acho, não, na verdade, eu tenho certeza de que pai é muito mais do que só
uma figura masculina na vida de uma pessoa. Ok. Sou meio suspeita para falar
deles.
Afinal, meu pai, ah, meu pai. Meu
pai é o meu herói, meu amor, minha vida, meu chão, meu melhor amigo. Talvez seja
porque filhas mulheres, costumam ser mais apegadas ao pai. Pode ser. Mas não
tenho certeza de que seja apenas isso. Meu pai e eu temos um laço muito forte.
Somos um só. Eu não sou nada sem ele e ele não é nada sem mim. E tem muito pai
e filho por aí que também são assim. Eu tenho adoração por esses homens. É até
difícil encontrar as palavras certas. E é engraçado, porque justo eu, que sou
cheia das palavras para escrever, justo agora no terceiro parágrafo, fiquei sem
saber fazer uso delas para descrever a admiração que tenho por esses seres tão
especiais.
Nossos pais, podem nem sempre
serem aqueles que nos fabricaram. Pode ser o nosso padrasto, nosso tio, nosso
vó. Para mim, o que importa é essa pessoa maravilhosa que podemos chamar de
pai. Aquele que é o nosso orgulho, que volta para casa suado do trabalho, ou
então engravatado e estressado com o corre-corre do dia. Pode ser aquele velho
já aposentado, meio rabujento, mas que faz de tudo para ver seus filhotes bem.
Sei que alguns irão dizer que o
problema é que os pais tendem a ser mais distantes, gente, eles são homens.
Isso não quer dizer que não amem a gente.
Pais de verdade, enchem a gente
de orgulho. Eles pagam as vezes alguns micos na frente dos nossos amigos. Mas nos
defendem até de um leão se for preciso. São eles que brigam com a gente, nos
puxam as orelhas, nos dão conselhos. Desculpe, mas é impossível falar sobre
pais e não falar do meu. Um homem baixinho, barrigudo, do coração de um
elefante. Homem inteligente. Bom de papo. Cabeça aberta. Eu vejo tantos filhos
por aí, reclamando de seus pai(pais gente, não só o homem que fez-porque tem
muita diferença). Mas quando eles forem , dessa para uma outra, iremos sentir
falta. Até dos puxões de orelha.
É necessário dar mais valor para
nossos pais( assim como para todas as outras pessoas importantes na nossa vida).
Eu que vivo grudada no meu, as vezes acho que é pouco. Que eu devia passar mais
tempo ao lado dele. Que eu devia homenagea-lo mais. É por isso que eu tomei
hoje este espaço. Afinal, só escrevo este, graças a ele. Que sempre acreditou
no meu sonho, mesmo quando nem eu mais acreditava.
Pai, eu amo você. Não consigo nem
pensar em viver sem você ao meu lado. Sei que sem você comigo, eu faria muito
mais besteiras. Seria muito mais estressada. Muito mais triste. Pai sem você,
meus sonhos talvez fossem apenas sonhos, mas com você, eles ficam mais perto de
serem reais. Eu escrevo este, graças a você, meu pai. Muito obrigada por
existir.
E enfim, leitores, nesse domingo,
vão na casa do seus pais, tomem um chimarrão com o velho, escutem um pouco(ou
muito) do que eles tem a falar. Visitem-o, ou se não for possível, liguem para
eles. Digam que vocês o amam. Digam o quanto eles são importantes para vocês.
Porque gente, eles não duram para sempre.
Pai, quem me dera se por um erro
do destino, Deus te fizesse eterno.Te amo para sempre.
Gislaine Oliveira
sábado, 25 de janeiro de 2014
crianças de hoje
Que as crianças de hoje jah nascem praticamente falando, isso não é novidade para mim. Dizem que as crianças de "ontem" nasciam com os olhos fechados. Bem, hoje elas já nascem falando, quase literalmente. A inteligência desses pequenos me surpreende toda vez. E falar com a minha sobrinha é sempre uma descoberta. Ela e suas pérolas. E eu quase morro rindo toda vez que bato um papo com ela. Até ela me dizer "tia, para de rir. Não tem graça nenhuma." Ah, minha pequena, tem toda a graça do mundo. Você tem toda a graça do mundo.
Nesses nossos diálogos, ela confessou que gostava de um coleguinha. O tal João. E era um tal João para cá. João para lá. E eu perguntei, se ela não achava que era muito pequena para esse tipo de coisa. E a pequena na maior cara de pau, colocou as mãos na cintura e me disse "Tia, eu já sou quase grande". Quase grande? Ta bom. "Mas ele não gosta de mim. Ele gosta da Jeijei." Coitadinha da minha pequena, eu pensei para mim. Tão pequena e jáh sofrendo por amor. Hunff, coitada de mim. Inocente eu. Fui perguntar para ela, ainda esses dias, ei Lulu, e o João? "Que João tia. Eu não gosto mais dele. Ele me xinga. " Mas ah. Minha sobrinha. Inteligência pura. Vem cá dar um conselhos para a tia, vem.
Gislaine Oliveira
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
tempo
.
Porque quando você vê, o
tempo passou muito rápido. Lá fora já escureceu, chegou a sexta feira e um ano
novo começou. Quando você se da conta, já passou dos 15, chegou aos vinte e em
pouco tempo chegará aos 70 anos. Então aproveite amigo, a vida é curta de mais
pra se lamentar muito. Lamente se quiser, mas só um pouco, não passe a vida
inteira fazendo isso.
Gislaine Oliveira.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
os nossos momentos de depressão

Enquanto a água corria pelo meu corpo, eu tentava
desesperadamente mandar toda aquela tristeza que me tomou conta nos últimos
dias embora. Mas parecia algo tao complicado, era como se eu estivesse de
volta, passando por todas as mágoas que já havia passado. Como se todas as
pessoas que já tivessem me magoado, estivessem bem ali na minha frente. Eu via
minha mãe me culpando pela separação dela e meu pai, meus colegas me chamando
de gorda, meu ex junto com a minha amiga, minha irma me esnobando,
minha chefe me mandando embora porque estava doente. E toda a dor voltou, com
toda a força, voltou todo o desespero e
eu chorei, chorei. Devo ter chorado alguns minutos, horas, dias, talvez meses.
A água
lentamente parou de cair e eu percebi que não estava mais sozinha ali. Vi uma
mão conhecida desligando o chuveiro. Uma mão muito conhecida, branca, grande.
“Está frio” eu disse. Eu sei, ele respondeu, vem cá. E me puxou num abraço. E
como num passe de mágica, me tirou de todo aquele pesadelo, me contou histórias
para dormir, cantou desafinadamente só para me fazer rir. E me contou que tudo era passado, que nada daquilo ia
acontecer de novo. Que agora eu tinha outro namorado, ELE, que eu morava em
outro lugar, estava em outro emprego , não fazia mais nada daquilo que outrora
havia tanto me atormentado.
E então ,
eu finalmente parei de chorar. Limpei todas aquelas lágrimas, o nariz e esbocei
um sorriso que mais parecia uma careta. “Voce é linda sabia”, aquela voz
conhecida me deu um novo animo. E ai eu achei que já estava pronta para começar
tudo de volta. Voltar para minhas palavras que tanto andei distante. Voltar
para aquilo que acalenta minha alma. As letras, as palavras, dançando formando
frases sem fim.
Talvez eu
tenha perdido um pouco da facilidade de dançar junto a elas. Talvez meu
vocabulário esteja tao cheio de dores e reclamações que eu não saiba mais
escrever um bom texto. Mas eu preciso escreve-los. Porque escrever está dentro
de mim. Faz parte do que eu sou. Talvez voltar a escrever faça com que eu me
encontre de novo. E quando esse encontro acontecer, eu sei que vai ser lindo. E
vou perceber que nada do que houve foi em vão. Que mudei, cresci, superei. E
então, todas aquelas tristezas, vão virar paginas em um livro, que
surpreendentemente será uma comédia. Porque depois que passa,a gente ri.
“Depressão
é quando voce acha que tudo na sua vida está errado, que voce perdeu tudo o que
um dia te fez feliz e que voce nunca mais voltara a ser. Nunca mais vai voltar
a sorrir. Voce se desgosta da vida, das pessoas, de tudo. Voce principalmente
se desgosta de voce”.
Não sei
se depressão é a palavra certa para descrever tudo o que eu senti.
Bipolaridade, talvez seja a mais adequada. Não procurei um especialista.
Enquanto meu psicologo particular conseguir me animar dizendo, isso é sobras de
TPM, eu vou levando. E escrevendo. E chorando e rindo. E posso cair de novo,
nesse banho intenso de tristeza, mas enquanto eu tiver pessoas para me ouvir,
ouvirem minhas pequenas loucuras, meus ataques de histeria e lerem o que
escrevo, então estarei em pé novamente. E se sua pergunta agora é, “voce não
acha que tem problemas psicológicos. “ eu respondo” todo genio tem problemas
psicológicos. Porque comigo seria diferente.”
Aqueles
que me escutam, me leem, ao dono da mão branca(meu namorado) e a todos os outros também.
Gislaine Oliveira
Assinar:
Postagens (Atom)