domingo, 22 de maio de 2016

Lidos, mas não resenhados #9

Vocês já tiveram a sensação de que andam lendo demais? Pois é! Eu percebi isso esses dias :P Só nesta postagem, estão 8 livros. Só neste mês, já li mais de 14 livros (mais os contos).  E ainda assim, não consigo ler tudo o que gostaria :( Alguém consegue? 

Bem, vamos parar de perder tempo - afinal, poderíamos estar lendo ahhahaa - e vamos conferir um pequeno comentário sobre os últimos livros que li, mas que infelizmente não serão resenhados no blog. 

OBS: Basta clicar no título do livro para ser direcionado à sua página no Skoob. 


Este foi o primeiro livro que li do autor. E gostei bastante. Quem me conhece, sabe que não sou uma grande fã de livros de contos - apesar de curtir contos. Vai entender né?  -, mas esse é realmente bacana. O conto que dá nome ao livro é bem pesado. Mostra uma realidade que a gente tenta esconder. É preciso estômago para ler. Outro conto que eu curti bastante, mas que não recordo o nome, era o conto de um autor. Gente, ele é profundo, pesado até, diria. 
Indico o livro a todos. Talvez nem todos irão gostar, pois não são contos leves, mas acho que todos merecem ter a chance de conhecer esse livro. 

Eu já havia lido a paródia que o autor havia feito de Crepúsculo. E curti. Minha opinião completa, vocês podem conferir AQUI. Mas confesso que desta vez não curti. E não porque eu seja fã. Mas porque realmente não achei engraçado. Jogos Vorazes tem uma possibilidade imensa de piadas, mas desta vez o Jeferson não soube aproveitá-las. 

Vocês devem estar cansados de saber, que eu adoro literatura juvenil (infanto juvenil , YA, qualquer coisa do tipo), então estava bem empolgada para conhecer essa série. Infelizmente, ela não me conquistou. Achei a leitura extremamente cansativa. Não sei se eu não estava no momento, sei lá. Só sei que não curti. Mas algo bem positivo é que as mulheres dominam tudo neste mundo hahaha. Então talvez eu continue lendo a série por causa disso. 

Conheci o Eduardo através do trabalho super diferente que ele faz para vender e divulgar suas obras. Não vou falar mais sobre aqui, pois pretendo fazer uma postagem com ele, então aguardem... 
Mas além do trabalho super diferente que Lages faz, sua obra também é muito interessante. Nela, nós conhecemos Jaime, um senhor idoso que leva uma vida relativamente normal. Mas um dia, ele é assaltado por alguns moleques de rua. Ele tenta lutar, os meninos dão uma pancada em sua cabeça e ele desmaia. Quando ele acorda, não lembra mais quem ele é, o que ele está fazendo na rua, o que aconteceu com ele. Ele tenta pedir ajuda a todos, mas as pessoas o olham com nojo, acreditando que se trata de um bêbado ou um mendigo. Todos os homens e mulheres "do bem" apenas viram a cara para ele. E quem o ajuda? Um mendigo. Mas claro, isso é apenas o começo. O livro é super curtinho, mas conta uma história que nos faz refletir muito sobre diversos aspectos. Quando comecei a ler, lembrei um pouco de A Metamorfose, de Kafka. Acho que todos vocês deveriam dar uma chance a obra. E ela está quase sempre gratuita na Amazon, então não tem desculpa :) 


Esse livro quem me indicou foi o autor Oscar Bessi. É uma leitura bacana, mas não acredito que vá agradar qualquer leitor. Através deste livro nós conhecemos alguns trabalhos sociais realizados através da literatura. Para quem pretende trabalhar como mediador da leitura ou algo do tipo, a leitura é super válida. 

Eu sou grande de idade. Mas ainda gosto de coisas infantis, fazer o quê? Gosto de ler esse tipo de coisa depois de ter lido algo muito pesado, profundo ou chato. E foi assim que conheci esse pequeno livro. Mas ele é uma gracinha gente. Conta uma história em rima. Conta a história de algumas crianças que não gostam de ler, então as mamães criam uma estratégia para mudar isso. E eu adorei. Com certeza vou usar se um dia precisar. E ao final do e-book, nós encontramos ainda algumas dicas para os adultos incentivarem a leitura dos pequenos. Vale conferir galera. 


Eu não gosto de Hai-Kais e também tenho receio do Ziraldo desde que ele fez aquele triste comentário sobre a homossexualidade. Mas eu cresci lendo o Menino Maluquinho, então apesar de tudo, resolvi dar uma chance a esse pequeno livro. Pequeno mesmo. Mas uma gracinha, confesso. Há alguns Hai-Kais super divertidos. É uma boa opção para crianças, pois a leitura é super fácil, já que são apenas algumas frases. E também é uma opção para quando a gente só quer relaxar e dar alguns sorrisos. 


O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman
Vou contar um segredo para vocês. Eu raramente adquiro um livro apenas por uma resenha. Sou daquele tipo de pessoa que precisa que os outros insistam sabe? Nesse caso, não diretamente. Mas preciso ver várias resenhas, ver várias vezes o livro, até que eu me convença de comprá-lo. 
Mas com esse livro foi diferente, assim que vi a resenha no blog Desbravador de Mundos senti que eu precisava lê-lo e fui correndo adquirir. Na versão da Amazon que eu sou pobre. E eu estava certa em querer ler esse livro/conto. Nele, nós conhecemos uma mulher que é diagnosticada pelo marido/médico como uma paciente com crises nervosas. O tratamento? Isolamento. Agora ela não pode mais sair de casa, não pode mais receber visitas, não pode nem mesmo escrever... 
É angustiante ver a situação dessa mulher. É angustiante saber que muitas passam por isso. É angustiante, os momentos em que ela descreve o marido. Algo como "ele me ama muito, por isso é muito protetor" . Quantas e quantas mulheres vivem nessas condições diariamente? São presas, ainda que não fisicamente. 
Poucas páginas, mas que abre muitas possibilidades de reflexão. Com certeza eu indico. 



E por hoje é isso pessoal. Sei que a postagem ficou gigantesca, mas a pessoa é meio louca, fazer o quê? 

Vocês já conheciam os livros citados? Algum interessa vocês? Me contem! 

E se curtiram a postagem, compartilhem com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

sábado, 21 de maio de 2016

A Promessa da Rosa - Babi A. Sette

Oi povo, tudo certo por aí? Aqui está tudo bem :) 

Todos vocês estão sentados e bem acomodados? Então peguem a pipoca e o refrigerante que aí vem textão  hahhahah e provavelmente polêmica, mas enfim...

Vamos falar do livro "A Promessa da Rosa" da Babi A. Sette? 



Título: A Promessa da Rosa
Autora: Babi A. Sette
Páginas: 432
SKOOB
Sinopse: Século XIX: Status, vestidos pomposos, carruagens, bailes… Kathelyn Stanwell, a irresistível filha de um conde, seria a debutante perfeita, exceto pelo fato de que ela detesta a nobreza; é corajosa, idealista e geniosa. Nutre o sonho de ser livre para escolher o próprio destino, dentre eles inclui o de não casar-se cedo. No entanto, em um baile de máscaras, um homem intrigante entra em cena… Arthur Harold é bonito, rico e obstinado.
Supondo, por sua aparência, que ele não pertence ao seu mundo, à impulsiva Kathelyn o convida a entrar no jardim – passeio proibido para jovens damas. Nunca mais se veriam, ela estava segura disso. Entretanto, ele é: o nono duque de Belmont, alguém bem diferente do homem que idealizava, só que, de um instante a outro, o que parecia a aventura de uma noite, se transforma em uma paixão sem limites.
Porém, a traição causada pela inveja e uma sucessão de mal-entendidos dão origem ao ciúme e muitas reviravoltas. Kathelyn será desafiada, não mais pelas regras sociais ou pelo direito de trilhar o próprio caminho, e sim, pela a única coisa capaz de vencer até mesmo a sua força de vontade e enorme teimosia: o seu coração. 



Minha Opinião: O livro da autora que eu queria de verdade ler é "Entre o amor e o silêncio", mas acabei desistindo da ideia ao ficar sabendo que se tratava de um romance hot. Antes, eu tivesse lido. Afinal, A Promessa da Rosa também contém cenas e cenas mais do que eróticas. Algo que eu não sabia quando peguei o livro para ler e confesso, me fez tirar alguns pontos na nota do skoob. Sexo é normal? É! Assim como fazer cocô. E nem por isso eu gosto de ler livros que relatam os momentos no banheiro. E esses livros existem gente. Claro, isso é só a MINHA opinião. Cada um tem o direito de gostar e aprovar aquilo que lhe agrada. 

Além do mais, esse não seria um livro que entraria para a minha lista de desejados¹, pois eu realmente não curto romances históricos. Desaprovo todos os conceitos, valores e costumes da época. Desaprovo as mulheres sendo tratadas como éguas - palavras de Kathelyn, desaprovo a aristocracia, desaprovo os homens e seus duelos, desaprovo o valor que as pessoas dão a virgindade, desaprovo a forma como as mulheres são separadas, entre as virgens que são "bem"² tratadas e as párias/desonradas que são "mal"³ tratadas, desaprovo os casamentos entre velhos e meninas tão novas... 

Certo, se você parar para refletir, tudo isso não é tão distante assim da nossa realidade. Tivemos recentemente um exemplo assim com Marcela, esposa de Temer, a "bela, recatada e do lar". Ainda assim, prefiro ler romances atuais, onde pelo menos, as mulheres estão começando a se unir mais, onde apesar dos pesares, nós lutamos todos os dias pelos nossos direitos. A estrada da igualdade ainda é longa. Mas estamos ora correndo, ora caminhando, ora rastejando. Mas continuamos em frente. 

Não que Kathelyn fosse uma garota muito submissa. Kat foi uma garota que me irritou no começo, mas ao longo das páginas, me vi torcendo por aquela pobre moça. Kat apanha porque diz que nunca será submissa, que não se casará por obrigação. Ela é vista como desonrada porque segue aquilo que acredita, porque tem amigos homens. É abusada simplesmente por ser mulher. Não posso dizer que concordo com todas as decisões de Kat. Em muitos momentos achei-a extremamente burra. Mas relevemos, afinal, ela era apenas uma garota de 17 anos. (Pelos meus cálculos - eu sou de humanas, não de exatas - o livro termina com ela aos 22 anos. Mais nova do que eu e metade dos leitores do blog). Kat é muito forte. Suportou coisas que a maioria de nós não suportaria. Muitos podem pensar, que ainda assim, Kat tinha algo de submissa. Mas fico feliz em dizer, que ela não era submissa aos costumes. Nunca foi. Kat era só uma apaixonada. E acabou aceitando coisas que não deveriam ser aceitas. Mas ao menos não foi em nome da moral e dos bons costumes. Foi em nome da sua felicidade, do que ela acreditava, do que ela amava. Posso não concordar. Mas é a vida dela, as escolhas dela.  

Do outro lado, nós temos o "mocinho?" , o duque de Belmont. Se os conceitos da época me incomodam, imagina então quando fui capaz de saber através da narrativa o que Arthur estava pensando. Nojo define. O duque só consegue pensar em duas coisas, em sexo e em como fazer a pobre Kat sofrer. Ao menos ele nunca quis juntar as duas coisas. Arthur é um babaca no começo do livro e termina um babaca maior ainda. E com as minhas experiências pessoais e de leitora, posso afirmar, que ele nunca vai mudar. Melhorar? Talvez. Mas assim que ele desconfiar de algo, voltará a fazer suas barbáries. 

Acho que a pior coisa que aconteceu na vida de Kat foi encontrar com esse cara. E a pior coisa que aconteceu na vida dele foi encontrar com Kat. Isso não é amor gente, é doença. A gente não pode mais ficar romantizando esses relacionamentos conturbados, regados a mentiras, traições, desconfianças, bebidas, ciúmes... Na vida real, a gente sabe como isso termina. Por muito tempo, idealizei um romance assim. De tanto ler sobre isso. Mas com o tempo, com a vivência, a experiência, a gente aprende. Sabem essas manchetes de jornais? "Mulher foi morta pelo marido..." , "Jovem é estuprada pelo ex namorado..." ? Posso afirmar que no começo, era só um relacionamento conturbado. Por isso galera, vamos refletir sobre. Amor é bom quando nos faz sorrir, quando torna tudo colorido, quando a gente fica em paz... 

Apesar de todos esses pontos negativos, não posso dizer que odiei a leitura. Na verdade, até curti. Ok, no começo do livro, tive vontade de atirar meu kindle fora e pedir devolução para a Amazon - será que eles aceitariam? -, mas a medida que a história foi rolando e a Kat se ferrando, comecei a curtir. Não sou sádica galera só um pouco, mas é a partir dali que a gente começa a perceber de verdade a força de Kathelyn. A partir deste ponto, não conseguimos mais desgrudar das páginas. Neste momento, nós começamos a ficar angustiados, sem saber o que pode acontecer, sem saber o que esperar, queremos ajudar a moça, abraçá-la, convidá-la a morar conosco e a protegê-la de toda aquela sociedade sádica, masoquista e doente. 

O livro tem uma linguagem simples, simples até demais para um romance histórico, que em minha humilde opinião, combina com uma linguagem mais rebuscada, mas ao menos, isso facilita a leitura. E pode ser uma porta de entrada para novos leitores neste gênero. 

A história em si é interessante. E cá entre nós, é atemporal. Poderia, com algumas modificações, acontecer em 2016. 

Eu já falei demais, não falei? Então para encerrar pessoal, quero por favor,pedir para que ninguém se ofenda com o que eu disse. Se alguém se sentiu ofendido, peço desculpas. Não foi minha intenção. Sei que muitas pessoas - pessoas que eu gosto e admiro muito - são fãs de romances de época e muitas amaram esse livro e de maneira alguma, quero ofender essas pessoas. Mas vocês me conhecem, eu preciso falar, não consigo esconder a minha opinião. Também não quero ofender o livro, que como eu disse, apesar dos pontos levantados, é bacana, interessante e pode agradar a muitas pessoas. E por último, também não quero ofender a autora. Não a conheço, nunca troquei uma palavra sequer com ela. Acho que ela errou em alguns pontos? Acho. Mas também acho que ela foi muito feliz e assertiva em muitos outros que mencionei acima. 

E eu acho que é isso. Desculpem pela postagem enorme. Mas vocês sabem que quando eu escrevo, eu escrevo, então... 

Um beijão e até a próxima!!!!

1- Uma amiga muito querida me indicou o livro, então aceitei o desafio. 
2- Dizer que eram bem tratadas é meio estranho. Afinal, sim, elas eram cortejadas, recebiam flores, cartas, eram levadas a passeios. Mas eram tratadas como animais. Eram escolhidas pelos seus comportamentos, não tinham poder de fala, não tinham escolha. Seus noivos/maridos/pretendentes geralmente possuíam amantes. 
3- Quem me acompanha deve saber que eu abomino a traição. Mas pelo que eu acredito (meus valores, minhas crenças, meus conceitos), essas eram as mulheres mais bem tratadas. Não que fossem exemplo de tratamento a seguir, mas perto das pobres belas, recadas e do lar... As amantes possuíam regalias, ganhavam muito dinheiro, casas, e tinham certas liberdades.  

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Seu "tipo de homem" é reflexo da nossa cultura

E aí povo, tudo bem com vocês???? Aqui está tudo certinho :) 

Hoje eu estou aqui para mais uma daquelas postagens polêmicas, onde eu consigo perder em um post só muitos leitores. Mas é a vida não é? 

E vai ter debate sim. E se reclamar, mudo o nome do blog para "Profissão polêmica". 

Bem, tem uma imagem circulando faz um tempo e que me fez pensar bastante. A imagem é esta aqui: 


E eu pensei muitas coisas. A primeira delas é que definitivamente, esse não é o meu tipo de homem. Vixe, mas não é mesmo. Vocês vão perceber daqui a pouco. 
A segunda coisa que eu pensei foi Vixe, mas eles são feios pra cara... Ok, gosto é gosto e eu logo parei de pensar isso. 
A terceira coisa que eu pensei foi: Mas parece a mesma pessoa. Se você olhar assim, rapidinho, parece que é o mesmo cara. O mesmo estilo, mesmo sorriso, corte de cabelo, mesmo tom de pele... 

É, essa imagem é mesmo problemática. 
Não que tenha problemas em achar esses caras bonitos. Não tem. Mas tem um probleminha quando todo mundo só acha o mesmo tipo bonito. Aí é sinal de que tem alguma coisa errada. De que tem coisa que não tá certa. Isso me parece meio lavagem cerebral sabe? 

Mais uma vez, não estou dizendo que tem problema em achar esse tipo bonito. Mas ele não é o único entende? Tem cara velho, gordo,negro,ruivo, branco, loiro, castanho, baixo, alto, bonito. 

Aí alguém vai dizer "E o que é ser feio? Ser bonito? Gosto é uma coisa pessoal. " Concordo. É por isso que a imagem acima me parece tão errada. Se gosto é pessoal, porque quase todo mundo parece ter o mesmo gosto? 


Então resolvi criar a minha imagem com caras que definitivamente são meu número. 

Pois é, aparentemente não tem muito critério aqui hahahah. Se alguém encontrar a fórmula que me agrada dá um grito :3 

Mas sabe o que a imagem revela? Um gosto pessoal e variado. Bem variado. Mas vocês percebem a diferença das duas imagens? Vocês percebem como a segunda possui maior representatividade? Tem negro, ruivo, velho, gordo... E juro para vocês, não montei essa imagem pensando em colocar uma pessoa diferente da outra. Ela aconteceu naturalmente. Apenas fui colando fotos de caras que eu acho lindos. E o resultado foi essa bela imagem variada. 

Existem outros caras bonitos? Existem. Mas esses são alguns dos caras mais bonitos das telas NA MINHA OPINIÃO. Das telas, na vida real conheço uns gordinhos, velhinhos, grisalhos, baixinhos, que dão de dez nestes aí. Mas não posso colocar aqui foto de pessoas reais, posso? 


Mais uma vez, não quero ditar o que vocês devem achar bonito ou não. Só quero que vocês pensem a respeito. 

Aqui está a imagem que o Google nos apresenta quando pesquisamos por "homens bonitos" . Se olhar assim, de relance, até parece o mesmo cara :( 



Sim, com mulheres o mesmo acontece. Mas estou falando de homens, afinal até segunda ordem sou hetero. Até segunda ordem, porque olha, tô começando a duvidar até disso ultimamente. É muita desconstrução para uma pessoa só hahaha 

E é isso meu povo. O que vocês acham a respeito disso? Qual seu tipo de pessoa? 

Se você curtiu a postagem, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Quero um fraldário no banheiro masculino

E aí povo, tudo bem com vocês? 

Hoje estou aqui para falar de mais um tema tabu, polêmico, enfim... Mas eu não seria eu e o PE não seria o PE se não tivéssemos essas postagens não é mesmo? 

Quem acompanha o blog está acostumado a ler sobre machismo/feminismo. Volta e meia/quase sempre/muitas vezes eu apareço por aqui, falando sobre, criticando algumas atitudes, falo sobre em resenhas. E ultimamente, falo bastante daquele machismo enraizado. Daquele que as pessoas quase nem percebem que ele está ali, que nem percebem o quanto aquilo é nocivo a sociedade. 

É difícil perceber? É sim! Aquilo está ali a tanto tempo, sempre foi assim que a gente nem enxerga que está errado, o que afinal está acontecendo. E para ilustrar bem essa situação, vou deixar um vídeo para vocês.

                                            
Acredito que ninguém aqui queira ser um macaco que não pensa não é mesmo? Que só repete os atos. Que faz as coisas sem saber o motivo. Perguntar é preciso. Sempre! A gente precisa se sentir incomodado sim, refletir. 

Dia desses, meu marido leu uma "piadinha" para mim. Olhei pra ele e disse: "Amor essa piada é machista. " E ele, chateado, já que estou sempre puxando suas orelhas, disse: "Ah, mas tu vê problema em tudo. Eu não fico olhando para as coisas e pensando: mas isso é machista, isso é racista..." 

O que eu disse: "Bem, se eu vejo problema é porque tem. Se eu mulher, enxergo o machismo, ele está ali. Se uma pessoa negra diz que o que eu falei a ofendeu e foi racismo, então foi sim. E eu fico analisando sim. Tudo o que você falar, tudo o que você escrever, tudo o que todos fizerem, tudo o que eu fizer. A gente precisa olhar sim, ser crítico sim, analisar sim. É por esses pensamentos passivos, de 'é só uma brincadeira' que muitas coisas continuam erradas. A gente só resolve as coisas quando vê problemas nelas. Se as pessoas não vissem problema em negar os votos as mulheres, então não votaríamos até hoje. Se as pessoas não enxergassem o problema da escravidão, teríamos escravos até hoje, se as pessoas não enxergarem o problema do abuso, teremos os estupros para sempre. Então sim, eu vou ficar vendo problema em tudo. Em mim, em ti e em todo mundo. E vou tentar me corrigir sempre, sem parar e vou fazer o mesmo contigo e..." e aí continuei essa "palestra" por mais de uma hora. 

Agora ele mesmo vê as tais "piadinhas" e vem dizer: "olha só amor, isso é machista né? Por causa disso, disso e disso". 

Não, ele ainda não desconstruiu tudo. Nem eu. E nem você, provavelmente. E eu espero de verdade, sempre continuar aprendendo e sempre desconstruindo. 

Bem, mas voltando a título desta postagem. 


Fui em uma pizzaria nestes últimos dias. Tudo estaria perfeito se eu não tivesse encontrado um fraldário no banheiro feminino. Quero dizer, o problema não está aí. Mamães precisam de um local para trocar seus pequenos. Mas metida como sou, dei uma espiada no banheiro masculino. Preciso dizer o que eu não encontrei ali? Pois é! 

E eu pergunto: E os papais? Quer dizer que o dono da pizzaria acredita que é papel apenas da mulher trocar fraldas? Na certa deve pensar que apenas as mulheres devem passar, limpar, cozinhar... 

Quer dizer que se o papai quiser levar o filho para passear, não pode. Afinal bebês fazem cocô e onde o pobre pai vai limpar o filho? Na mesa? No balcão do atendimento? 

Um casal de dois papais então nem pensar. Terão que pedir a moça ao lado, que pode odiar bebês, para que ela troque a fralda da criança. 

Vamos rever esses conceitos hein? Quero um fraldário no banheiro masculino. Ou então um fraldário misto, sei lá. Dá seu jeito. Investiu no negócio, agora invista nos seus clientes. 

Aproveito ainda, para fazer mais um apelo. Não existem apenas mulheres deficientes. Então me responda, senhor dono da pizzaria, senhora dona da lanchonete, porque deuses, apenas o banheiro feminino é adaptado para deficientes. Quer dizer que homem não pode ser deficiente? E se for, não tem problema usar o banheiro feminino? Também não serve ter apenas um banheiro adaptado. Quer dizer que as pessoas andantes tem direito a usar banheiros diferentes. Mas cadeirantes precisam dividir o banheiro entre homens e mulheres? Não que tenha problemas em dividir o banheiro, em minha opinião. Mas se os andantes tem esse direito, deficientes também devem ter. "Ah, mas são tão poucos cadeirantes, que nem vale a pena fazer dois banheiros. " Sério que alguém pensou isso? Foda-se se só tem uma pessoa para usá-lo. Foda-se se não tem ninguém para usar. Foda-se. Tem que ter acessibilidade e pronto. Você não pode excluir uma parte da sociedade. Que adapte o banheiro feminino e o masculino. Ponto. Sem problemas. Sem ressentimentos. 

Vixe galera. Sei que escrevi demais e a postagem ficou meio grande. Mas não tem jeito, a gente precisa falar. 

Se você concorda comigo, compartilhe essa postagem. 

E claro, deixe aí sua opinião sobre o assunto e vamos conversar. Vamos ver problema em tudo sim! E se reclamar, vamos ver muito mais! 

Um beijão e até a próxima! 

OBS: Galera, sei que existem locais onde há acessibilidade para todos e todos tem direitos iguais. Estou falando do geral. E pelo menos aqui na minha cidade, - grande cidade das artes, mas cheia de empresários egoístas - a maioria dos ambientes infelizmente não tem o minimo de acessibilidade. 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Tag Opiniões Impopulares

E aí povo, tudo bem com vocês??? 

Hoje eu vim responder uma tag que eu achei o máximo hahahha 



Quem me acompanha sabe que eu sou a do contra mesmo. E juro gente, eu não faço de propósito. Então quando a Tami do blog Meu Epílogo me indicou para essa tag, eu fiquei mega feliz. Afinal ela é a minha cara hahhaha. 

Mas vamos lá? 


Uma série/livro popular que você não gosta

Poderia falar várias aqui, por exemplo, 50 tons de cinza. Mas isso seria extremamente clichê e sei que muita gente também não curte aquela história. Então vou citar um livro que - no meu círculo de amigos/leitores/blogueiros - só eu não curti. E o livro é Dias Perfeitos, do Raphael Montes. A premissa do livro é ótima, mas infelizmente, a leitura foi uma decepção. Se quiser saber minha opinião, leia a Resenha. Mas já aviso que eu pesei a mão :P Estava brava e escrevi até demais... 


Uma série/livro que todo mundo parece odiar, mas que você ama
Na verdade esta nem é uma série muito famosa para que as pessoas possam odiar, mas sei que quem leu, odiou hahaha. E quem não leu, não dá chance, pois leu a série irmã "Os Imortais" e detestou. Mas esta série aqui, chamada "Riley Bloom" é uma gracinha. Mas é juvenil né galera, tem que curtir. Mas eu adoro. Leia minha Opinião e conheça. 


Um triângulo amoroso em que o/a personagem principal não acabou com quem você queria
Bah, essa é difícil. Sei lá. Eu sempre torço para que o personagem fique com os dois ou então com nenhum. Escolher é muito difícil, ninguém deveria ter que escolher ;) Viva a poligamia hahahha (brincadeirinha) 


Um gênero de livros populares que você não costuma ler
Falar romance erótico seria muito previsível não é mesmo? Além do mais, não é que eu não costume ler, eu não leio hots. De jeito algum, nunca, jamais. 
Então vou falar aqui sobre os NA. 
Eu não costumo ler o estilo pois realmente não faz meu tipo. Não me identifico com os personagens, acho que eles são muito dramáticos, acho as premissas muito iguais... 
Mas vez ou outra, raramente, quase nunca, um acaba chamando a minha atenção. 
Também não costumo ler romances históricos, pois os valores da época realmente me irritam. 


Um personagem popular que você odeia
Ódio é uma palavra meio forte não é? Eu usaria apenas com Grey, eu acho. 
Mas essa seria a resposta mais provável, não é mesmo? E hoje eu estou aqui para ousar hahah. Então vou citar o Mr. Darcy. Não é que eu o odeie, mas eu acho ele um chato. Juro que não entendo porque tanta gente o ama. Mas o amor é sem lógica mesmo não é? Resenha de Orgulho e Preconceito


Um autor/autora popular por quem você não consegue se interessar
Gente, eu não consigo me interessar pela Colleen Hoover. Talvez porque os livros dela são NA e tal. Todo mundo fala bem, mas definitivamente, não é a minha cara as histórias dela. Só tenho vontade de ler "Nunca Jamais" mas foi escrito em parceria com outra autora, então não conta 


Um clichê que você está cansada de ler
Mocinha pobre/empregada/ingênua que se apaixona pelo cara rico/patrão/dominador já é tão clichê que nem conta mais. Então vou falar de um outro clichê que quando eu vejo algo do tipo na sinopse eu já pulo fora. 
Não aguento mais esses romances onde cada personagem tem seus grandes traumas. Eles não se envolvem com ninguém. Ninguém conhece seus problemas. E então eles se encontram. E acham que os problemas deles tem tudo a ver e ficam juntos, pois apenas unidos são capazes de sobreviver. Premissa básica do NA. 


Uma série/livro popular que não tem interesse de ler
Não consigo. Nunca me interessei e acredito que nunca vou ler.
Acho a premissa machista demais para mim. Ok, América estava lá só pela comida, aham, sei. Só ler a sinopse gente... 
Tudo bem, talvez eu esteja sendo injusta e os livros podem ser mesmo bons e podem passar outra mensagem. Mas no momento, não sinto interesse em ler :P 


Diga um livro ou série que você achou o filme melhor que o livro
Agora chega a parte onde sou vaiada hahahha. Mas galera, eu realmente prefiro os filmes - menos o último. Acho que a Kat do filme é bem mais segura, forte e tudo o mais. Eu até curti os livros, mas o menininha chata que estava sempre vomitando ou então no colo de alguém. Não adianta, prefiro os filmes. Minha opinião completa vocês podem conferir Aqui


E é isso povo. Nem vou perguntar se vocês concordam com as minhas respostas hahhahah 

E não vou indicar ninguém que eu sou do contra mesmo hahahha. 

Então um beijão e até a próxima!!! 

terça-feira, 17 de maio de 2016

Divulgação: As coisas que perdemos - Denise Flaibam

E aí povo, tudo bem com vocês??? 

Estou passando aqui rapidinho para divulgar o novo livro da autora Denise Flaibam que está disponível no Wattpad. 

A Denise é parceira aqui do blog e é a autora da série Os mistérios de Warthia (Livro 1, Livro 2, Conto)

Mas vamos conhecer essa nova história? 

O mundo acabou com uma tempestade. Primeiro houve o caos, e então o silêncio. 
A morte se espalhou pelas ruas. Morte, porque ela tomou a humanidade para si. O silêncio do fim foi substituído por uma orquestra de sons grotescos, pelo arrastar lento e caótico de corpos moribundos, pelos sons do medo. O que antes regia a sociedade não existe mais. 
Tudo foi deixado para trás. 
Viva ou morra. Lute ou morra. Mate ou morra. 
Dylan ouviu falar sobre um lugar seguro. Lá, ela e Max podem ter uma nova chance. O garotinho de quem ainda está cuidando, mesmo quando tudo acabou, é o seu gatilho para seguir em frente. Se não existe esperança, para que lutar? 
As fronteiras artificiais que marcam o fim do mundo trilham perigos e incertezas para aqueles que escolheram viver, e uma assustadora pergunta passará a comandar todos os movimentos dos que ainda resistem: até onde você irá para sobreviver? 

Leia no Wattpad


E então, já estão indo ler? Alguém está acompanhando a história? Me contem! 

E se você curtiu conhecer essa história, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Pseudônimo Mr. Queen - Loraine Pivatto

E aí povo, tudo bem com vocês??? 

Hoje estou aqui para uma resenha de um livro que li graças ao book tour que participei. 

Hoje eu não vou enrolar, vamos para a resenha? 


Título: Pseudônimo Mr. Queen 
Autora: Loraine Pivatto 
Páginas: 404
Skoob
Sinopse: O ano é 2012,
Dia 21 de dezembro,
E a temida profecia maia acaba de se cumprir.
Cidades devastadas,
Ruas vazias,
A população mundial bruscamente reduzida,
E a história dos sobreviventes começa a ser contada.
Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.
Agora serão 2 vidas:
A primeira até os 70 anos,
A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total.
Nenhum segundo a mais.
A nova sociedade começa a surgir:
Sem desigualdade,
Sem dinheiro,
Sem doenças,
Sem possibilidade de mortes prematuras,
Exceto por uma maneira.
Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.



Minha Opinião: E então o mundo acabou. 

Não foi com fogo. Não foi com água. O mundo só acabou. 

Mas algumas pessoas sobreviveram. 

O que será que esses sobreviventes tinham de especial? Ninguém sabe... 

Mas fato é que o mundo acabou, casas, apartamentos, objetos em geral e pessoas sumiram. 

Os sobreviventes ficam confusos. 

Mas através de sonhos eles descobrem que terão que reerguer a sociedade e ela será da seguinte maneira: 

  • Não haverá dinheiro; 
  • Não haverá desigualdade; 
  • Não haverá doenças; 
  • Ninguém pode morrer - há uma forma apenas, mas isso apenas poucos escolhidos sabem; 
  • As pessoas viverão até os 70 anos e serão transportadas para um novo mundo; 
  • No novo mundo, as pessoas voltam a ter 20 anos e vivem até os 100. E então a vida dela se encerra ali, com a sua partida. 
Interessante não? 

É com essa base que Loraine constrói sua história. Ao longo das 404 páginas, acompanhamos esse novo mundo através de 3 mulheres: 3 gerações. 

No começo do livro, acompanhamos Regina. Regina foi um dos sobreviventes do fim do mundo. Na segunda parte do livro, acompanhamos sua neta, Larissa. No final do livro, acompanhamos a filha de Larissa, Victória. 

Colocar três mulheres como foco principal do livro foi algo que eu achei maravilhoso. Aliás, ainda encontramos muitas e muitas mulheres no livro. É bem verdade que algumas são estereotipadas e há guerra entre umas e outras. Mas no geral, o papel de todas as mulheres é fundamental para o andamento da história e muitas criam um grande laço de amizade. 

Acompanhar três pessoas diferentes - beeeem diferentes - também foi super bacana. Afinal desta forma, a narrativa não se torna cansativa. Porém em alguns momentos, a história fica um pouco atropelada, pois muitos anos se passam na história, de uma página para a outra se passaram 25 anos, gente nasceu, desapareceu, casou, separou... A história é muito bacana, mas acho que havia história para mais volumes, entendem? Eu ficaria muito brava se houvesse mais volumes, pois iria querer as respostas já hahhaha, mas realmente é muita coisa para contar e acho que um livro foi pouco. 

O livro tem muitas semelhanças com a distopia, mas eu não considero o cenário distópico. Há semelhanças sim, mas na verdade, o governo não é opressor, o modo de governar o povo é semelhante ao socialismo, todos tem seus direitos garantidos... 

O problema é que o povo é mesmo complicado não é? As coisas nunca estão suficientemente boas. As pessoas precisam competir. E é essa competição toda que faz com que a sociedade comece a desmoronar e se voltar para o passado. 

Loraine faz críticas das mais diversas, algo que eu admiro sempre. Fala sobre a necessidade que as pessoas parecem ter das redes sociais, das aparências, do parecer mais do que se é, de se expor. Fala sobre como idolatramos certas celebridades e nem nos damos conta, muitas vezes que essas pessoas podem ser bandidos. Quantos cantores/atores existem por aí e são estupradores? Pois é! Nesse novo mundo, já que as pessoas não podem mais competir através do dinheiro, elas começam a competir através dos talentos artísticos. Neste novo mundo, os melhores são os mais talentosos atores, escritores, pintores, poetas... Confesso que isso eu achei bem curioso. Já pensaram se nossa sociedade fosse assim? Você ficou feliz? Pois não fique! O modo como esse prestígio é percebido e usado não é nada saudável... 

Mas também acredito que nestas críticas, a autora tenha se perdido um pouco. O livro fala bastante sobre depressão, compulsão alimentar, baixa auto estima. Como já convivi com esses problemas, senti que a narrativa dava pouca importância a esses problemas, como se fossem coisas banais. Algo que particularmente, me incomoda. 

Pseudônimo Mr. Queen ainda traz dois mistérios bastante interessantes. Um deles é o segredo da morte. Pois é, morrer é possível sim. Mas há apenas uma forma disso acontecer. E ninguém quer revelar o segredo. O segundo mistério é justamente a identidade do Pseudônimo. Mr. Queen é um famoso poeta e compositor que vive no anonimato. Quem é que faz tanto sucesso, mas ainda assim prefere viver as escondidas? Que segredos essa pessoa guarda? 

E para quem gosta de um romance, pode ficar tranquilo. Tem muito romance nessa história toda. Vixe, muito romance mesmo, parece até dramalhão mexicano. Mas isso não é uma crítica. Achei essas idas e vindas, novos e velhos amores super bacanas e ousadas, algo que admiro muito.

Vixe, e eu já estou falando demais. Mas é que tem muita coisa para falar mesmo. Como eu disse, há muita história. Só que preciso encerrar a resenha. Então eu quero dizer que apesar de ter apontado pontos negativos, eu curti muito o livro. Dei 4 estrelas para ele no skoob e é um livro que eu indico a todos vocês leitores. 

Loraine criou uma história diferente, instigante, repleta de reviravoltas e com um final esperançoso. 

Leiam e descubram esse novo mundo! 




E é isso meu povo. Vixe, hoje eu escrevi heheh. Mas tem história que é assim, a gente precisa falar, comentar, debater :) E ainda assim, ela continua com muito a revelar a seus leitores. 

Alguém aqui já leu o livro? Ficou curioso? Me contem! 

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Um beijão e até a próxima!