segunda-feira, 22 de maio de 2017

Manual Amoroso da Neurótica - Luanna Luna

E aí, meu povo fiel. Tudo bem com vocês? 

Quem aqui está a fim de dar muitas risadas? Então bora conhecer esse livro. 

Título: Manual Amoroso da Neurótica 
Autora: Luanna Luna 
Páginas: 187
SKOOB
Sinopse: Queridinha, responda à pergunta abaixo. Se marcar ao menos uma alternativa, o Manual Amoroso da Neurótica foi feito para você.
- Como se sente em relação a sua última ou atual experiência afetiva?
a) histérica
b) irada
c) deprimida
d) angustiada
P.S.: Meninos, o livro não é para vocês. Larguem, agora, o meu manualzinho!!!


Minha opinião: Que atire a primeira pedra quem nunca ficou sem entender os homens. Que atire um tijolo aquela que nunca achou que entendeu, mas que na verdade entendeu tudo errado. 

É, minhas queridas, a verdade é que se os homens acham que nós somos confusas é porque eles nunca se relacionaram com um. Porque cá entre nós, o bichinho mais difícil de entender é o homem. 

Eles dizem "Eu ligo", mas não ligam. Não porque perdem o número, mas porque falaram que ligariam apenas por educação. Se é só pra ser educado, podiam dizer simplesmente "Muito obrigado", não é mesmo? Assim não fariam a gente ficar dias esperando uma maldita ligação. 

Eles dizem "Vou no banheiro e já volto", mas demoram tanto para voltar (quando voltam) que a gente já marcou até consulta com um gastro, afinal com saúde do trato intestinal não se brinca. 

Eles dizem "Quero te mostrar meu apartamento", mas quando você chega lá é apenas uma peça com um colchão e uma privada. 

É, migas. Não tá fácil ser hétero nessa vida. 

Foi pensando nisso, que a neurótica de plantão, Luanna Luna criou esse manual. São 150 frases ditas por homens e seus reais significados e todas as enrascadas que essas frases tão inocentes e fofas escondem. Temos desde o inocente "Esqueci!" até o tão temido "Eu vou gozar"

Como eu disse, não está fácil ser hétero. 


Mas se você, assim como eu, ama os homens e não abre mão de um exemplar dessa espécie, tenho certeza de que esse manual vai te ajudar, nem que seja apenas para dar algumas gargalhadas. 


Eu vou indo lá porque preciso reler algumas coisinhas hahahhah.

Alguém já conhecia o livro? Já leram? Leriam? Me contem! 


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Um beijão e até a próxima!


OBS: Geralmente esse tipo de material contém conteúdo extremamente machista, mas fico feliz em dizer que não é o caso desse manual. Na verdade as ideias de Luanna são muito feministas e isso só me faz querer indicar ainda mais esse livro para todas as mulheres, mesmo para aquelas que não possuem nenhum problema com relacionamentos amorosos.  

domingo, 21 de maio de 2017

Proporções

"- Pela milionésima vez, eu NÃO estou grávida. Só estou com uma vontade de comer sagu, só isso – falei para as meninas do trabalho. Não tenho certeza se acreditaram, mas poxa vida. Uma pessoa não pode mais ter vontade de comer alguma coisa? E se fosse um homem com vontade? Iam dizer que estava grávido? Sei lá, do nada eu tive a visão de uma panela cheia daquelas bolinhas transparentes. Hum, que delícia. Aquele sagu de vinho que a minha mãe fazia. Ah, que vontade. Mas não posso mais pedir para ela fazer um sagu para mim. Com esse sentimento meio nostálgico, corri ao Super. Vinho, bolinhas de sagu. Casa. 
- Hum, o sagu ficou realmente bom - elogiou o marido. 
E eu birrenta, resmunguei: - Mas não como o da minha mãe. Eu queria aquele sagu dela. Ele era tão bom.
– Tão bom por quê? O que ele tinha de tão especial? – perguntou o marido. 
- Eu não sei - respondi. - Ele só era. Ou será que não tanto assim? Não muito, eu acho. Minha mãe não era boa cozinheira. Ela não sabia nem fazer pipoca. Pensando bem, acho que o sagu dela era horrível.
Mas porque eu me lembro dele com um gosto tão bom? Ele hoje me parece muito melhor. Eu acho. 
"Porque isso é passado. E o passado parece melhor do que era no presente." Falou meu inconsciente. E continuou. “Você era criança. Ele parecia bom. Você acha que ele era o melhor. Mas não era tanto. São as proporções. Tudo parecia maior, melhor e mais gostoso.” Será que é isso? Acho que sim. É, pensando bem, tudo parecia maior. Os animais, as casas. As pessoas. Tudo parecia mais bonito. Dia desses encontrei com um amigo da família que não via há anos. Levei um susto. Será que ele diminuiu? Ele era tão grande. Ou será que eu era tão pequena?
Será que é assim com tudo? Todas as grandes lembranças que eu tenho não passam de exageros criados pela minha mente? Será que todos os meus grandes amores, não passaram de casinhos? E todos os grandes amigos não passaram de colegas? Não gosto de pensar nessa hipótese. Era tudo grande. Amigos, amores, vontades. E hoje, nada mais parece grande. “É porque você é grande agora.” Mas então é isso? Virar adulto é ver tudo pequeno? Tudo agora parece menor, não tão bom e nem tão maravilhoso. Tudo parece normal. Nada mais parece tão grandioso. Nem os planos, nem as vitórias, nem as perdas. Nada mais parece perigoso.
Eu não sei, eu disse para meu inconsciente.
Mas enquanto isso, - passa esse sagu para cá, - eu disse ao maridão. 
Hum, não é que as bolinhas roxas ficaram boas mesmo?" Gislaine Oliveira



Olá, meu povo amado. Tudo bem com vocês? 

Esse é um texto bastante antigo meu, mas o facebook me lembrou dele e eu resolvi compartilhar com vocês. O texto é de 2014 de quando eu era colunista em um jornal aqui da cidade. 

Acho que ele ainda reflete muito bem o que sinto às vezes. 

Um beijão e até a próxima!

Max e os felinos - Moacyr Scliar

E aí, povo amado. Tudo certinho? 

Sei que estou trazendo poucas resenhas aqui para o blog, mas é que meu ritmo de leitura está meeeeeeega lento, então me perdoem hhahahahha 

Mas aqui estou com uma resenha novinha. 

Título: Max e os Felinos
Autor: Moacyr Scliar
Páginas: 148
Compre na AMAZON
Sinopse: O alemão Max, um garoto sensível, cresceu sob a severidade de seu pai que sempre lhe incutiu medos e inseguranças. Envolve-se, mais tarde com Frida, esposa de um militar Nazista, o que faz que tenha que abandonar o país. Em meio a viagem de barco, é obrigado, graças a um naufrágio, a dividir o pequeno espaço de um barco com um imenso Jaguar, um felino que sempre lhe aterrorizou. 



Minha opinião: Apesar desse ser um livro bastante conhecido e o autor gaúcho, só fui conhecer quando comecei a pesquisar o que fazer em caso de plágio que autor nunca procurou por isso? Neuróticos é pouco hahah 

Se você não sabe do que estou falando, dê uma pesquisadinha no google sobre esse livro e As Aventuras de PI. Mas resumidamente, há toda uma polêmica envolvendo os dois livros, onde aparentemente o autor de Pi, plagiou Moacyr. Eu ainda não li o livro de Yahn, então não posso argumentar, mas muita gente que leu disse que é plágio descarado e tem até entrevista do autor meio que confessando o que fez. Triste :( 

Bem, vamos lá. 

Em Max e Os Felinos nós acompanhamos a trajetória de Max. Max era um menino franzino que vivia na Alemanha Nazista. Um dia, devido há alguns acontecimentos, ele precisa fugir. Então ele pega um navio com destino ao Brasil. Mas como toda desgraça pra azarado é pouca, o navio afunda. Mesmo assim, Max sobrevive, pois consegue um barco. O problema é que pouco depois que ele está acomodado no seu barco, achando que seu único inimigo será o tempo até alguém o socorrer, um jaguar, também sobrevivente do naufrágio aparece. E agora, para poder sobreviver, Max terá que enfrentar o tempo, o sol, a fome e mais do que isso, esse perigoso felino. 

Max e os Felinos é um livro curtinho, uma leitura bastante rápida. O que não significa que seja um livro com um conteúdo pequeno. A história de Max é bastante simples, até onde é possível ter uma vida simples sobrevivendo há um naufrágio e um jaguar. Mas ela vai além disso. É possível criar várias interpretações para a história do nosso personagem. 

Seria essa viagem apenas uma metáfora? O Jaguar a representação dos nossos medos? Poderia, não poderia? 

No início da edição que eu li há comentários falando sobre a obra. Confesso que isso me desagradou bastante porque é destrinchada a obra toda e na minha opinião, ninguém deve dizer o que você deve entender com uma leitura. Pra mim, interpretação de uma história é uma coisa muito pessoal e cada um precisa ter a sua. Mas a culpa é minha também, porque eu não precisava ter lido esses comentários. Poderia ter lido apenas depois então se queria tanto ler. Por isso, se você ainda não leu o livro, evite ler as explicações dadas para essa história, pelo menos antes de ler o livro. 

Se disser que amei essa história será uma grande mentira. Gostei dele, isso é verdade. Mas pequenos detalhes muito me incomodaram. O papel das mulheres na história é realmente incômodo. Há momentos em que eu gostaria de obter mais detalhes. Mas ainda assim é uma obra que eu acho importante conhecer. E mais do que isso, acho importante estudar sobre a polêmica envolvendo As Aventuras de PI. Em breve eu pretendo ler esse livro e então venho aqui contar para vocês as minhas conclusões. 



E por hoje é só isso, povo. Alguém já leu? Me contem o que acharam! 

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Um beijão e até a próxima!!!!! 

sábado, 20 de maio de 2017

Nem tudo acaba

"Nem tudo acaba... 
Há coisas que nem começam. 
Tipo eu e você...
A gente fica querendo deixar tudo claro, encontrar explicações para tudo, mas às vezes, a falta de uma resposta já é uma resposta. 
E tudo bem!"

Gislaine Oliveira é uma escritora que aprendeu com o tempo que nem tudo precisa de uma resposta. Nem tudo precisa ser dito. E nem sempre há o que se dizer. 

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Divulgação: O Retrato da Bruxa - Gislaine Oliveira

E aí, meu povo. Tudo bem com vocês??? 

Aqui tudo está ótimo :) 

Hoje estou aqui para avisar a vocês que já tem mais um conto meu rolando lá na Amazon. Siiiiiiim!!!!! 

Que tal conhecer um pouquinho dessa história? 



Ela só queria um feitiço para conquistar o seu amado... 
Mas descobriu que o amor não pode ser enganado. 


O Retrato da Bruxa é um conto curtinho, com cerca de 15 páginas que conta a história da Ana, uma jovem bruxa que deseja usar seus poderes para conquistar aquele que ama. Mas será possível algo assim funcionar? 

Quem me acompanha sabe que eu gosto de falar de amor, relacionamentos amorosos e afins. E foi assim que surgiu essa história. O nome inicial seria "Poção do amor", mas isso quando o propósito da história era outro. Quando mudei meu objetivo para esse conto, resolvi também mudar o título. 

Foi uma história rápida de escrever, mas que me deixou muito contente. Pude criar alguns pequenos detalhes para essa história que acabaram me fazendo também pensar em algumas coisas sobre a minha vida e minhas crenças. E essa é a mágica da literatura, não é? 


"Só o conhecimento lhe daria o poder." O Retrato da Bruxa 

Como eu mencionei anteriormente, o conto está disponível na AMAZON por apenas 1,99. Mas ele também faz parte do programa Kindle Unlimited. E não é porque é uma história minha, mas vale a pena conferir :) 


E por hoje é isso, meu povo. Sei que não falei muito da história, mas seu eu falasse, seria um tremendo spoiler hahahhaha 


Essa capa maravilhosa foi feita pela Hadassa M. Vaz e a revisão ficou por conta da Luiza Aranha. 


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Um beijão e até a próxima!!! 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Não pertencemos a ninguém

"Acredite, não somos de ninguém. Nem alguém é nosso. Não estou fazendo apologia ao trecho 'eu não sou de ninguém, eu sou de todo mundo...' pelo contrário. Estou aqui dizendo que ninguém nos pertence, nem pertencemos a alguém. Sim, existem pessoas que nos dão a honra de estarem ao nosso lado. Mas isso não significa que essas pessoas sejam nossas. Eu sei, é difícil aceitar isso. Aceitar que o filho não é nosso, nem o marido, nem o amigo, nem o ex, nem ninguém. Mas aceitar isso já é um bom começo para ser feliz. É desapego, sabe. Não das pessoas. Mas da necessidade de possuir. Se a pessoa quiser ir, tudo bem. Não impeça e nem se torture. E por favor, não torture a outra pessoa. Na vida a gente conhece muitas pessoas. E sim, algumas se tornam mais especiais. Outras menos. Tem até aquelas que a gente festeja quando se vão. Até a página dois. 
A gente é egoísta. Quer a felicidade, mas não a felicidade do outro. Não se o preço for deixar a pessoa livre. E sabe por quê? Porque a gente quer ser único. Especial. Queremos ser a única pessoa que faça o outro feliz. Mas não é assim. A gente precisa entender que somos únicos sim. Não é porque existe outra pessoa que deixamos de ser especiais. 
Minha primeira amiga é especial para mim até hoje. E fazem mais de 15 anos que eu não a vejo. E ela ainda é única para mim, mesmo que eu tenha tido várias outras amigas depois. Meu primeiro namorado é único. Mesmo que eu já esteja casada com outro. Ele é especial pelo que foi. Meu marido é especial pelo que é. E por aí vai. Cada professora que eu tive foi única e especial. Entendeu agora? 
Não se prenda tanto a ser exclusivo. Você já é único. 'Ah, mas eu queria ser pra sempre' Você é! Mesmo que não dure para sempre. Memórias são eternas. 
Não se torture tanto. Se você fez coisas erradas e tudo o mais. Tudo bem! Bola pra frente. Como eu disse, ninguém nos pertence. Nunca somos exclusivos, mas sempre somos únicos." Gislaine Oliveira 




Gislaine Oliveira aprendeu que o amor não tem a ver com sentimento de posse. Tem a ver com liberdade. Liberdade de ser. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Pré-venda da antologia "Isso também é preconceito!"

E aí, meu povo amado. Tudo bem com vocês? 

Hoje estou aqui para dar uma notícia super especial. Finalmente a antologia "Isso também é preconceito!" já está em pré-venda. Viva!!!!! 

Esse é um trabalho que me enche de muito orgulho. Já tinha um tempo que eu vinha matutando essa ideia e quando encontrei uma parceirona pra colocar esse projeto em andamento, só foi. 

O concurso para escolha dos contos foi super bacana e a gente recebeu muito conto incrível. E com a escolha de 20 desses contos é que nasceu essa antologia linda que agora vocês poderão conhecer.  


O preconceito está em toda a parte e ás vezes nem nos damos conta disso. Foi partindo dessa premissa que 20 autores se reuniram para abordar o tema em 20 contos diferentes e inusitados. Todos com um único objetivo: te mostrar como o preconceito é terrível. 
Sabemos que a batalha é árdua e que alguns textos podem te chocar ou mesmo fazer com que você se identifique. Tudo bem se isso acontecer. Não se preocupe! Isso não significa que você seja uma pessoa ruim. Significa apenas que você, assim como tantos outros, precisa mudar. 
E é por isso, caro leitor, que desejamos a você uma deliciosa leitura e uma dolorosa reflexão. 


Sou suspeita para falar, mas vou contar para vocês que esse livro está divino. Alguns autores estão na estrada tem um certo tempo, alguns são iniciantes. Alguns são bem novinhos, alguns já tem uma longa caminhada aqui na terra. E isso só deixa esse projeto ainda mais lindo. 
São 20 contos diferentes, mas com um único propósito: mostrar que toda luta é importante e que a gente deve problematizar sim. 


"Isso também é preconceito!" é um livro que vai te fazer refletir, te chocar, te surpreender e te emocionar. 




Divulguem essa notícia para os amigos. Nos ajudem com esse projeto. Nos ajudem a mudar o mundo. Mude o mundo! Uma atitude de cada vez ;) 

Um beijão e até a próxima! 

terça-feira, 9 de maio de 2017

Você vai ser pai?

E agora, sem mais nem menos, sem ter me dado tempo para me preparar, você avisa que vai ser pai. E isso não quer dizer que você adotou um cachorrinho. Você não está fazendo uma pegadinha e não há nenhuma câmera escondida. 
"Vou ser pai!" você chegou dizendo como se fosse a coisa mais natural do mundo. E na verdade, biologicamente é, mas... 
Ainda estou querendo perguntar se é verdade mesmo. Talvez isso não passe de um engano. Exames falham. Médicos erram. Isso acontece... 
Sempre achei que se um dia você fosse se tornar pai, eu seria a primeira a saber. E seria eu a te dar essa notícia. 
Bem, a gente vive se enganando. 
Mas... pai? E não sou eu a mãe? Quando foi que a gente se perdeu, hein? 
Tudo bem que essa não foi a primeira vez que a gente seguiu caminhos distintos. 
Primeiro era você que se achava muito novo. Precisava curtir a vida. E nós demos um tempo. 
Depois, fui eu. Tinha uma carreira brilhante pela frente e não podia deixar um relacionamento interferir. 
Logo mais, foi você. Você e essa sua mania de sair por aí, sem rumo, sem destino. Você foi embora. Mas nós dois sabíamos que você iria voltar. 
Tempo mais tarde, fui eu. Eu queria casar. Então casei. Não com você, claro. Você parecia incapaz de fazer esse pedido. 
Mas todos esses nossos desencontros... Era só uma forma da gente se conhecer de verdade, não era? De conhecer o mundo. A gente sempre soube que as outras pessoas que passavam pela nossa vida eram passageiras. Eram, não eram? 
Só que agora... a gente sabe que não é mais. Você sabe disso, não sabe? Eu sei que sim. Porque você estava sorrindo quando me deu a notícia. E eu sorri também. Mas houve um segundo que o seu sorriso fraquejou. E nós dois sabemos o que esse pequeno momento significa.  

Ok. Esse não é um bom final para esse texto. Mas tudo bem! "Vou ser pai!" também não foi um bom final para a nossa história. 


Gislaine Oliveira acredita que existam histórias tão boas que não deveriam ter um fim... 



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Galeras, Paqueras e Altas Viagens - Cathy Hopkins

E aí, meu povo? Tudo bem com vocês? 

Depois de um bom tempo sem postar resenhas, cá estou. 

Meu ritmo de leitura anda muitoooo lento, mas acontece, não é mesmo? Essas fases sempre vem e voltam para mim. 

Mas vamos parar de enrolar e vamos para a resenha. 

Título: Galeras, Paqueras e Altas Viagens 
Autora: Cathy Hopkins 
Páginas: 163
Compre na AMAZON
SKOOB
Sinopse: Uma viagem escolar a Florença parece ser a fuga perfeita para Lucy. Ela quer um tempo longe de Tony, que a está pressionando para aprofundar o relacionamento. 
Na Itália ela conhece um garoto americano, que também está visitando a Toscana, e pensa que ele pode ser um jeito de esquecer Tony. Ele parece ser um perfeito cavalheiro, e a Itália apresenta Lucy a um mundo d cultura e sofisticação. Ela será capaz de deixar Tony para trás ? Ou é um caso de ir da frigideira ao fogo ?


Minha opinião: Já li outros dois livros dessa série e fiquei encantada. Então quando consegui esse volume, não pensei duas vezes. Confesso que eu me decepcionei um pouco. Talvez a culpa tenha sido minha. Criar tantas expectativas pode não ser tão bom. Ok, eu me rendo. Culpa minha. Mas seja como for, esse blog é meu e você está aqui para saber a minha opinião, o que eu senti durante a leitura, então vamos lá. 

Galeras, Paqueras e Altas Viagens acompanha o quarteto de amigas mais querido do mundo em uma viagem para a Itália. Nós acompanhamos um pouquinho todas as amigas, mas o foco dessa história é a Lucy. 

Lucy tem um namorado. E as coisas com esse namorado estão começando a esquentar. Mas ela não tem certeza de que quer mesmo isso. Então ela e o namorado acabam discutindo e terminam o namoro. 

Ela fica mal porque realmente gosta dele. Mas tem certeza de que não quer perder a virgindade no momento. 

E agora ela vai para a Itália com as amigas. E Itália é um lugar tão romântico... Um bom lugar para lembrar e sofrer pelo ex? Não! Um bom lugar para conhecer alguém especial e viver uma linda história de amor... Ou não? 

Altas Viagens tem uma proposta bacana. E muito poderia ter sido trabalhado nesse livro. Mas desta vez, Cathy errou a mão. A narrativa é bastante cansativa quando a gente compara com os outros volumes. Há poucas cenas de ação e poucos diálogos. Tudo bem, estamos na Itália e a autora quer situar o leitor. Mas páginas e páginas descrevendo as praças e museus, não combina em nada com o estilo do livro. Os assuntos não são muito bem abordados. Pouco se fala sobre a forçação de barra que o namorado estava fazendo. E no final... bem, há um deslize bem feinho. Não, não é o que vocês estão pensando. Além disso, nesse livro a sororidade pouco aparece. E isso me deixou triste, pois sororidade parecia ser a marca registrada da série. 

Mas nem tudo é ruim, claro que não. Há o surgimento de um personagem que é uma gracinha e que é responsável pela parte nonsense do livro, mas isso não é algo ruim. Mas ao mesmo tempo que algumas coisas são um tanto viajadas, outras são extremamente reais. E o desfecho com esse personagem é fantástico e completamente real.  

Em resumo, Galeras, Paqueras e Altas Viagens foi uma leitura leve, que me desagradou em alguns momentos, mas que ao mesmo tempo me aqueceu o coração ao me fazer lembrar de muitas coisas da minha adolescência. 

Por tudo isso, esse não é um livro que eu super indico. Não é uma boa opção começar a série por esse livro, por exemplo. Mas se você já é leitor da série, conheça esse também. Você provavelmente não irá se apaixonar, mas com certeza a companhia desse quarteto vale muito a pena. 

E por hoje é isso pessoal. 

Alguém já leu esse livro? Concordam comigo? Me contem! 

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Um beijão e até a próxima! 


quinta-feira, 4 de maio de 2017

Por que você não pode me chamar de gordinha

E aí, meu povo. Tudo bem com vocês? 

Aqui está tudo ótimo. 

Sei que deveria estar falando com vocês sobre livros, mas meu ritmo de leitura está meio devagar muito devagar, na verdade Então vamos aproveitar essa fase pra fazer polêmica hahhaha 

Recentemente aconteceu uma coisa que ativou o modo hard da Gih problematizadora. 

Estava eu, tranquilamente, falando com um amigo quando ele comentou sobre a possibilidade da gente ficar e tal e que ele adorava as gordinhas. 

Deixemos uma coisa muito clara aqui: NÃO ESTOU FALANDO DE "possibilidade da gente ficar" porque nossa relação permitia esse tipo de comentário. E não, isso não é machista. NÃO É. ACREDITEM EM MIM! Pelo menos não no caso em questão. O problema foi a segunda parte do comentário "que ele adorava as gordinhas". 

Fiquei tão puta na hora, mas tão puta, que nem me dei ao trabalho de fazer textão. Mas aqui estou eu. Claro! 

Vamos devagar para que todo mundo entenda. Gorda não é ofensa. Magra não é elogio. De maneira nenhuma ficaria brava se eu realmente fosse gorda. Tá, daí vem a galera do vigilantes do peso pra dizer "Mas cê é gorda, Gih" Não, eu não sou. E eu vou explicar direitinho pra vocês porque eu não sou gorda. Gordinha também não. 



























Fora do padrão magro? Ok! Acima do peso pro seu gosto? Ok! Gorda? Não! 

Quando você chama uma pessoa desse tamanho de gorda, você comete vários erros. E mais uma vez afirmo, o erro não é ofender, pois ser chamada de gorda não é uma ofensa. Os erros são outros. 

* Quando você me chama de gorda, você desqualifica a luta de todas as pessoas gordas. Eu compro roupas em qualquer loja, não sou maltratada pelo meu peso, não sou discriminada, não sou zoada, não travo na roleta, não fico apertada nos bancos dos passageiros... Pessoas gordas tem todos esses problemas. Dificuldade de achar roupa, de caberem em acentos, de serem discriminadas. Quando você me chama de gorda, você tenta desqualificar a luta de inúmeras pessoas; 

* Quando você me chama de gorda, você ajuda a perpetuar a cultura da magreza excessiva. Você ajuda a promover um tipo de corpo que é inatingível para a maioria das pessoas. Mais uma vez, eu posso estar fora do que você considera bonito, fora do que você considera ideal. Mas isso não faz de mim uma pessoa gorda; 

* Quando você me chama de gordinha, você deixa claro que: estou acima do peso ideal, mas tudo bem, porque não sou GORDA de verdade. Estou dentro do aceitável. É como se você dissesse que ter quilos extras tudo bem, mas não pode exagerar. Você quer o quê, agora? Controlar a gordura do outro, é isso? Dessa forma, você exclui o gordo mais uma vez. Porque ele não é magro e tampouco está dentro do que é tolerável; 

* Porque essa obsseção pela magreza é algo doentio e perverso. E quando você chama uma pessoa que não é gorda de gorda você ajuda a perpetuar essa sociedade cheia de pessoas doentes e descontentes. E sabe qual é a verdade? É que a maioria das pessoas nunca será magra o suficiente. Não para você. Não para o seu padrão. E não para a doença delas. Sim, muitas pessoas "gordinhas" são doentes. Bulemia, compulsão alimentar... só pra começar. Longe de mim dizer que você é culpado você é, mas consegue agora entender a proporção do problema? 

Essa sou eu, em uma das épocas mais magras da minha vida. E sabem do que eu era chamada? De gordinha. Fofinha. PQP!!!! Eu olho pra esse foto, hoje, bem, sem estar em uma crise de bulemia e não fico feliz. Me acho magra demais, com a aparência de doente. Mas quando tenho uma crise, eu olho para esse foto e só consigo pensar que eu deveria pesar uns 10 kg a menos que quando tirei essa foto. Gorda! Gordinha! Fofinha! 


Talvez para o seu gosto, eu estivesse acima do peso. Talvez eu esteja acima do peso agora, na sua opinião. E isso não quer dizer que eu seja gorda, nem mesmo gordinha. Quer dizer apenas que eu não atendo aos seus gostos, mas eu não estou aqui para atender você, não é mesmo? 


Se me acho magra? Não! Se quero emagrecer? Quero! Mas eu não posso desqualificar a luta de quem sofre por causa do peso. E eu não posso deixar que você faça isso, ainda mais usando o meu corpo como ferramenta para tal.




 Gislaine Oliveira não cabe dentro dos seus padrões. 

terça-feira, 2 de maio de 2017

Hoje eu fui assediada

"Falaram que eu só seria assediada se eu estivesse com roupa curta ou decotada... 
Mas hoje eu fui assediada. 
Contaram que eu só seria assediada se estivesse em um lugar perigoso... 
Mas hoje eu fui assediada. 
Disseram que eu só seria assediada se estivesse sendo sedutora demais... 
Mas hoje eu fui assediada. 

Hoje eu fui assediada... 
Mas a única pele que estava a mostra eram minhas mãos e rosto. 
Hoje eu fui assediada... 
Mas eu estava no trabalho. 
Hoje eu fui assediada... 
Mas eu estava apenas trabalhando." Gislaine Oliveira


Nos contam todo tipo de absurdo para justificar o assédio, o abuso. A roupa era curta demais, as palavras muito ousadas, o ambiente era inadequado. Mas a verdade é que independente da nossa roupa, atitudes ou lugares que frequentamos, corremos a todo segundo o risco de sermos assediadas, abusadas, violadas. 

Hoje estava frio. Coloquei uma bota, vesti uma calça, peguei meu casaco para os dias frios e fui trabalhar. Definitivamente não havia nada de sensual naquelas camadas e camadas de roupas. Mas o assédio não tem a ver com tesão. Tem a ver com poder. 




Mas claro que os homens não admitirão isso, então é preciso que eles encontrem um "motivo" para o assédio. E eles sempre encontram. O motivo da vez era o meu cabelo molhado. Obviamente, se eu estou indo para o trabalho com o cabelo molhado, eu passei a noite no motel. E obviamente se eu transei com alguém, devo transar com todos os outros caras que quiserem transar comigo. 

Não basta quererem escolher o que vamos ou não vestir. Eles querem escolher também a hora e como tomaremos banho. Você não pode querer lavar o cabelo de manhã, não pode resolver deixar que ele seque naturalmente. Porque afinal, esses fios todos são eróticos demais e os pobres homens não podem se segurar. Você também não pode escolher com quem transa. Se transou com um, deve transar com o outro também. Foi você quem começou. 

O corpo não é seu. O cabelo também não. As escolhas menos ainda. Isso tudo é deles. 

Mas... até quando? Até quando usaremos roupas compridas nos dias de calor para evitar chamar a atenção, mas ainda assim, ouviremos um "Ô lá em casa" do cara do bar? Até quando deixaremos de sorrir para parecermos sérias na intenção de não nos acharem provocantes, mas ainda assim ouvir um "você fica uma graça brava" do cara que você atendeu no trabalho? Até quando você vai deixar de transar com um cara no primeiro encontro pra não parecer "fácil" e ainda assim ouvir "vagabunda, depois de uma semana já me deu"? Até quando? 

Até hoje! Até agora! 

Não adianta esconder o corpo, não adianta deixar de sorrir, não adianta deixar de trepar. Não adianta nada disso porque os caras se acharão no direito de assediar você de qualquer forma. Então mostre o corpo se quiser, sorria o quanto sentir vontade, transe com todas as pessoas que tiver desejo e lave o cabelo quantas vezes seu shampoo durar. 






Gislaine Oliveira é uma feminista "daquele" tipo. Chata, cricri, problematizadora. Feminista das boas. E que não tá aqui pra dar biscoito pra macho.