domingo, 23 de abril de 2017

Por que eu escrevo para adolescentes?

E aí, meu povo. Tudo bem com vocês? 

Aqui está tudo ótimo. 

Quem me conhece sabe que eu realmente acredito que a literatura pode salvar o mundo. Quem me conhece, sabe que eu estou tentando mudar o mundo. Quem me acompanha, seja aqui no blog, no facebook ou na vida real, sabe de todas as minhas lutas pra desconstruir tudo o que a gente cresceu acreditando. 


Dedicatória do meu livro A Vadia


Por tudo isso, eu participo de várias atividades, principalmente em escolas. Me proponho a conversar com os alunos, a falar sobre literatura, a realizar ações diversas. 

E uma pergunta que sempre me fazem é "Por que você escreve para adolescentes?" 

Falando de forma um pouco mais superficial, eu escrevo para essa garotada porque me identifico muito com eles, ainda que eu já tenha vários aninhos a mais hahah. E porque como eu gosto de escrever com um pouco de comédia e uma pitadinha de nonsense, esse público é perfeito pra isso. 

Mas muito além disso, eu escrevo pra essa turminha porque eu realmente acredito neles. A sociedade às vezes me deixa enjoada. Sinto raiva, nojo, tristeza. Mas eu acredito nos adolescentes. Eu acredito nessa turma com menos de 25 anos (nem tão adolescentes, mas enfim). Não perco mais tempo tentando convencer a galera adulta que eles não sabem de tudo. Prefiro ocupar meu tempo com a garotada que ainda está se formando, que está de cabeça aberta, que aceita o novo com mais facilidade. 

De maneira nenhuma quero dizer que todas as pessoas mais velhas me deixem enjoada. Não é isso. Conheço muita gente mais velha com cabeça muito aberta. Mas falo daquelas pessoas que simplesmente não querem ouvir nada que é diferente. Pra essas eu só sorrio e aceno. 

Mas voltando a falar da galerinha. 

Toda vez que vou para um bate-papo vou com a consciência de que vou assustar. Já vou sabendo que vou causar um certo estranhamento. Que não vai ser fácil a galera ouvir algo totalmente diferente do que ouviram a vida toda. 

Toda vez que eu chego em uma turma, eu consigo ver os olhos dos alunos se revirando, as caretas que eles fazem quando começam a ouvir as minhas palavras. Mas toda vez, tem um segundo em que eu consigo despertar a atenção de verdade. E nesse momento, os pescoços se espicham para a frente e eu juro que consigo perceber os ouvidos se abrindo. E então eu começo a ver algumas cabeças balançando positivamente, mostrando que "pensando por esse lado, acho que é isso mesmo." E é por isso, por esse momento, que eu escrevo para adolescentes. Escrevo na espera daquele segundo onde os leitores sentirão um estalo. 

"Pensando por esse lado..."




Essas são as fotos das conversas que tive com os alunos da minha antiga escola na semana que passou. A primeira foto era da turma do terceiro ano e a segunda, da turma do segundo ano. Várias sementinhas plantadas. 


E olhem só a lembrança que o facebook me trouxe :) 




E é por isso, meu povo, que eu trabalho. Um dia a gente ainda vai mudar o mundo :) 


Um beijão e até a próxima! 

sábado, 22 de abril de 2017

Você nunca se apaixonou por mim

"Você nunca se apaixonou por mim. 
Você se apaixonou pela possibilidade de estar apaixonado. 
Se apaixonou pela certeza de ter alguém que te amava, 
mas nunca foi por mim que você se apaixonou. 
Como seria possível você se apaixonar, quando você nem mesmo me conhecia? 
Quando você não sabia nada sobre mim? 
Você nunca soube dos meus planos para o futuro, nunca soube nada do meu passado. 
Nunca te contei que eu tenho medo do escuro e sempre faço um lanche de madrugada. 
Você nunca ficou sabendo das minhas conquistas, das minhas vitórias e das minhas lutas para chegar onde cheguei. 
Eu nunca te contei o que eu queria da vida, ou que eu preferia pastel à pizza e que frituras sempre foram meu ponto fraco. 
Você nunca soube quem eram meus melhores amigos... 
Ou o nome dos meus irmãos. 
Eu nunca te contei nada sobre mim... 
E você nunca perguntou. 
Saber sobre mim, não era importante pra você.
Você não queria saber... 
Afinal, você nunca se apaixonou por mim."




Gislaine Oliveira

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Você sempre finge ser quem não é para impressionar os outros?

" - Você não é daqueles que fica falando durante o filme todo é?
- Não. Odeio gente assim.
- Ih. Então acho que você sentou no lugar errado. Eu passo o filme inteiro conversando.
Bola fora.
Dou uma risada um pouco histérica demais e tento contornar a situação. 
- Eu também. Só disse isso porque achava que você não gostava disso.
- E você sempre finge ser quem não é para impressionar os outros?
Bola fora novamente.
- É só que... - Tentei me explicar.
- Tudo bem. Infelizmente isso é comum. Só que é chato sabe. É chato conviver com pessoas que você não sabe como são de verdade. Pessoas que passam o tempo inteiro querendo impressionar os outros. Então é sempre difícil descobrir se o que as pessoas estão mostrando é o que elas são de verdade ou não." Improvável


A história ainda nem está pronta, então essa não é a capa oficial. Mas gosto da ideia dela :) 


E aí, meu povo. Tudo certinho com vocês? 

Hoje está sendo um dia um pouco estranho. Não ruim, mas meio chocante acho hahahah. Sabe quando você descobre alguma coisa que não imaginava? Pois é! 

Então quis compartilhar com vocês um trechinho de uma história na qual estou trabalhando e que acho que combina perfeitamente com o dia de hoje. 

Não seria muito melhor se as pessoas apenas agissem como são de verdade? Sem tentar manipular os outros? Também acho! 

E vou me despedindo. Um beijão e até a próxima! 


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Velozes e Furiosos 8



Olá, meu povo. Tudo bem com vocês? 

Não é surpresa pra vocês que eu sou viciada nesta franquia. Então assim que o filme foi anunciado, eu fiquei muito empolgada. Mas ao mesmo tempo, tive receio. Depois da morte do Paul, era difícil imaginar o caminho que a série seguiria. 

Confesso que meu personagem favorito não era o Bryan, personagem do ator, mas sim Dom, personagem do lindo, tesão, bonito e gostosão Vin Diesel. Mas como os dois eram muito amigos e importantes para o enredo, fiquei com um certo receio. 

Porém, veio Velozes e Furiosos 7 que encantou a platéia. Final incrível, a história poderia acabar aí. Não que eu quisesse, mas enfim... 

Então eis que surge o oitavo filme da franquia. A emoção misturava-se ao medo da decepção. Quão tola eu fui. Quão tola. Eu não precisava ter receio algum. Mais uma vez, os diretores e atores mostraram a que vieram. 


Depois que Brian e Mia se aposentaram, e o resto da equipe foi exonerado, Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata e completamente normal. Mas a adrenalina do passado acaba voltando com tudo quando uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime e da velocidade.

                 

Velozes e Furiosos 8 é um filme longo (são mais de 2h de filme), mas que não deixa o espectador desgrudar os olhos da tela. São mais de 2h de pura ação, corrida, humor no melhor estilo VeF e drama. Sim, meu povo. Eu sorri, gritei, ri, fiquei aflita e chorei. Nooooooossa, como eu chorei. Mas eu sou um caso a parte e choro mais que bebê com fome. Embora sejamos sinceros, meu namorado chorou e minha amiga também hahahah. 


Então se você veio aqui só para saber se o filme vale a pena, eu grito: Vale sim! E imploro: Vá assistir! Se você é fã, você com certeza vai se encantar e se você não é, o filme provavelmente fará você querer assistir aos anteriores. 

Então se você ainda não viu o filme, eu me despeço e peço para que você volte aqui depois de assistir a essa belezura. Porque a partir de agora, só teremos spoilers. Spoilers? Spoilers não, isso é pouco. A partir das próximas linhas eu contarei todos os detalhes do filme, falando sobre tudo, TUDOOOOO, então por favor, depois não adianta ficar com raivinha. 


SPOILERS! 

Saia daqui! 

Suma! 

Eu avisei! 


Agora se você já viu o filme e veio aqui para saber o que eu achei e ver se nossas percepções foram parecidas, vamos lá. 


Gente do céu, como é que alguém poderia acreditar que o Dom, o meu Dom, trairia a família? Quem conhece esse homem sabe que a família é a coisa mais importante para ele. Seus amigos, a sua equipe é a sua família. Então confesso que deu uma certa raivinha daqueles amigos da onça. A única que não duvidou um segundo sequer dele foi a Letty. E os deuses bem sabem o quanto eu detestava essa mulher. Mas depois que ela ficou do lado dele mesmo com tudo o que aconteceu, não há como não admirá-la. Bate aqui, colega. 



E como assim o Dom tem um filho? Genteeeeee!!!! Para tudo!!!! Quase morri! Meu coração chegou a parar por alguns segundos. Sério! Quase morri chorando. Mesmo! Pior que um bebê. Como aguentar o coração partido ao ver a carinha do meu amor vendo seu filho pela primeira vez? Através de um vidro, ainda por cima. Não aguentei mesmo. Chorei e chorei. Chorei também pela Letty, pois os deuses bem sabem que eu consigo me colocar no lugar dela. 

Morri de raiva da moça loira lá. E fiquei morrendo de vontade da Letty pegá-la e dar uns bons cascudos nela. Uma pena que ela saiu imune, mas se essa é a brecha que precisamos para um próximo filme, então ok, eu sou capaz de aceitar isso. 

E a amarração do filme, gente? Tudo muito bem ligadinho. Vocês viram isso? Tudo amarradinho. Tudo muito bem bolado. A corrida no início do filme, a mulher idosa no bar, o homem baleado... Quem pensaria nisso tudo? Bem, confesso que eu, Sherlock Holmes, pensei kkkkk 

E a interação dos personagens? Roman e Tej são uns fofos hahahha. Foi lindo de ver a cena dos dois. Um apoiando o outro. Não tive como não lembrar de Bryan e Dom. 

Falando em Bryan, e a homenagem a ele que ainda continuou neste filme? Genteeee, não tem como não amar. 

Terminei o filme chorando muito, mas imensamente feliz. E com a sensação de que foram R$ 50,00 muito bem pagos. E que eu pagaria de novo e de novo, só para ter a mesma sensação. A sala de cinema estava cheia e ao final, todo mundo aplaudiu. Foi lindo! Sei o quanto pode parecer bizarro a platéia aplaudir um filme, mas isso só mostra o quanto essa família mexe com a gente. 



E nem preciso comentar o quão lindo, Vin está nesse filme. Deuses do céu, fazer um homem desses deveria ser pecado. É muita maravilha num corpo só. Jesus apaga a luz, hahahha E eu vi em 3D. Em 3D. Essa maravilha de céu pulando em cima de mim. Ó pai!!!!!


E então é isso por hoje, meu povo. Se você curtiu a postagem, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima!!!! 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Poderia dar certo?


Será que as coisas poderiam dar certo entre a gente? 
Você sempre com essa camisa bem passada e esse nó perfeito na gravata e eu com meus cadarços desamarrados e um moletom amarrotado... 
Poderia dar certo? 
Você com esse sonho de construir uma família e eu apenas querendo andar sem rumo... 
Uma combinação diferente!
Eu com essa mania de puxar briga por tudo e você com essa irritante paciência. 
Será que as coisas dariam certo quando a minha definição de jantar fora era apenas comer uma empadinha na esquina? 
Eu seria capaz de aguentar essa sua mania de separar as camisas por cor? Ou sua cisma em dobrar as cuecas? (quem é que dobra cuecas?) 
Poderia dar certo essa mistura de alguém que só quer deixar a vida rolar com alguém que quer dominá-la? 
Muito mais que o dinheiro ou idade, eram esses nossos costumes, desejos e formas de ver a vida que complicavam tudo. 
Dentro de um quarto, numa cama, no carro ou no chão, era sempre fácil se entender. 
Mas era o dia a dia que complicava tudo.
Você querendo ir a jantares e eu, em bares. 
Você sempre tão formal, educado e concentrado. E eu fazendo barraco porque a moça do caixa não tinha me dado meus três centavos...
Será que teria dado certo? 
Hoje quando você passou apressado por mim, com aquele terno cinza e aquela pasta preta, provavelmente indo para alguma reunião,eu olhei para o meu skate e sorri. 
É, nunca teria dado certo. 
Então eu subi no meu skate, dei impulso e segui para o outro lado. 
Você era como aquele sapato de salto na vitrine.
Lindo, incrível, desejável... 
Mas que não combinava nem um pouco comigo. 






 Gislaine Oliveira é escritora, blogueira, romântica incurável e adora usar as palavras para tentar entender o amor.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Os homens que só amavam outros homens

Sabe quando um cara te pergunta se você é solteira e você diz que não e ele se afasta? Então mana, ele não tá te respeitando. Ele está apenas respeitando o brother dele. "Mas ele nem conhece meu namorado", não importa. Homem sempre acha que é o outro homem que merece o respeito, homem sempre prefere homem e pra ele todo homem é brother. 
Ele também não está respeitando o seu relacionamento porque tenho certeza de que se você dissesse que tem uma namorada ele viria com o suposto argumento de que você não conheceu um homem de verdade e que falta uma rola na sua vida, no caso, a rola dele. 
O homem deveria respeitar a mulher simplesmente pelo fato dela dizer que não está afim e não porque tem um outro cara. É por isso que o argumento "a favor" das mulheres que diz: 'respeita a mulher do outro' é tão problemático. Não tem que respeitar porque é a mulher do outro, tem que respeitar porque é uma pessoa. Aliás, não somos as mulheres de ninguém, ok? Somos mulheres de nós mesmas, donas de nós mesmas. Podemos ser esposas, mães, irmãs, namoradas de caras, mas mulheres, somos apenas de nós mesmas.
A própria pergunta "você é solteira?" é problemática por si só. Porque se um cara está te perguntando isso, dificilmente é porque ele quer te dar uma vaga de emprego. Ele provavelmente só quer te pegar. Como se o seu 'sim, sou solteira' desse direito a ele para dar em cima de você. Como se pelo fato de você estar solteira, você devesse estar disponível. Sim, minas, eles acham isso. Eles realmente acreditam que se estamos solteiras, estamos disponíveis para eles. Não é bizarro isso? 
Aí a gente vai mais longe ainda e lembra que o fato de você ter um relacionamento não significa que você não possa ter outros. Ah é, ainda não falei do amor livre né? Fica para a próxima, mas guardem essa informação e reflitam sobre ela. 
Mas o cara não quer saber se você está afim. Ele quer apenas saber se você já tem dono ou se ele pode marcar território. 
Estou exagerando? Então vamos ilustrar um pouquinho. Vou falar de forma bem didática pra ficar mais fácil de entender. 
Você está dançando sozinha na pista e um cara chega em você. Você diz que não está a fim. Ele insiste. Você sai de perto. Ele vai atrás de você. Você continua dizendo não e ele continua tentando encostar em você, afinal quem você é pra dizer a ele o que ele pode ou não fazer com o seu corpo? Mas nesse momento, seu namorado que tinha ido ao banheiro chega e vê a situação. Então você finalmente diz: "Aquele é meu namorado." O macho que até então estava fazendo a dança do acasalamento para você, pede desculpas pelo inconveniente. Mas, tcharararam, ele pede desculpas para o seu namorado. Isso mesmo! Ele não pede desculpas a você, ele pede desculpas para o seu namorado. Vocês conseguem entender o quão bizarro isso é? Mais uma vez, ele não está te respeitando. Ele está respeitando o brother. Se fosse sua namorada chegando, ele ia dizer que dava conta das duas. 
Por isso é tão problemático usar a desculpa do "tenho namorado" para não ficar com alguém, seja essa desculpa verdade ou mentira. Eu sei, mulheres, eu sei. Às vezes não tem jeito mesmo e pra fugir de macho escroto a gente inventa até que não fala a língua dele. Mas entendam o quanto isso é incapacitante. Os caras deveriam investir ou não de acordo com o que você quer. 
Já ouvi de namorados "Ele pediu teu número? Você devia ter dito que poderia dar o meu." Não, meu amor. Se eu não quiser dar meu número eu não darei e ponto final. Não preciso de "desculpas" para isso. E se eu quiser passar um número, eu vou dar o meu, não o seu. O boy tava dando em cima de mim e não de você. Você que arranje um gatinho pra você. 
Pior ainda é que te fazem pensar que você é culpada por não estar disponível. Já parou pra pensar no tanto de vez que disse ou ouviu das suas amigas "Desculpa, mas eu sou comprometida." Oi? Porque é que você deveria pedir desculpas? Seu relacionamento não vai bem? Não está tudo maravilhoso? Então porque é que você deveria se desculpar por estar feliz? O boy lá que encontre alguém que o queira.  
Por isso não acredito no suposto respeito do cara que se afasta quando a mina diz que tem namorado/marido. Só acredito no respeito do cara que perguntou: "E aí, vamo fecha?", ouviu um não e se afastou. Se não é isso, ele só tá respeitando o brother. E pra mim se ele prefere tanto assim um homem, devia arranjar um pra ele. 


PS: O título do texto é para ser provocativo mesmo




Gislaine Oliveira

E então eu te deixei partir

E então eu te deixei partir.
Não que você precisasse da minha permissão, afinal, você já havia partido há muito tempo.
Mas é que finalmente eu te deixei partir do meu coração.
Te deixei ir, sem te puxar de volta.
O engraçado é que eu nem percebia que estava tentando te segurar.
Eu sempre achei que era você que queria ficar ali, que me queria ao seu lado.
Era você o garoto bobo apaixonado não era? Eu não. Eu era a garota forte, indiferente, que nem ligava para o que viesse a acontecer. Era assim que nossos amigos nos definiam...
E eles não podiam estar mais errados.
Fiquei te segurando dentro do meu coração por tanto tempo...
Te prendi porque acreditei que fosse o amor da sua vida,
que você me amava e amaria para sempre.
Acreditei tão cegamente nessa verdade, que nem me dei conta quando ela deixou de ser absoluta.
Passei tanto tempo te prendendo e dessa forma me algemei ao que acreditava.
Por tanto tempo deixei de fazer coisas em nome de um amor que não existia há tempo demais.
E veio a verdade como um soco no estômago. Doeu. Mas também foi um alívio.
Só quando te deixei partir, é que percebi eu estava presa também. E então me libertei.
Ser o amor da vida de alguém é muita responsabilidade, sabia?
E agora eu sei que estou livre dessa pressão.
E tudo bem.
Por que eu aprendi que não preciso ser o amor da sua vida. Nem da sua, nem de ninguém mais. Só da minha.
É isso. Sou o amor da minha própria vida.
E então, quando eu te deixei livre é que eu também pude partir.



Eu não posso ser a mulher da sua vida porque já sou a mulher da minha. 

domingo, 9 de abril de 2017

Eu poderia ter amado você

Eu poderia ter amado você. Juro! 
Eu poderia mesmo. 
Poderia ter me apaixonado por esse sorriso, poderia me encantar com a sua voz, poderia desejar por muito tempo você. 
Não teria sido nada difícil. 
Teria sido bastante simples na verdade. Eu olharia para você repetidas vezes até que seu sorriso fosse a lembrança mais bonita. Eu ouviria por tanto tempo a sua voz até que ela fosse o som que sempre me faria lembrar de casa. 
Eu poderia ter amado você
E talvez por alguns segundos eu tenha amado. 
Por alguns segundos eu realmente acreditei que a gente pudesse ter algum presente. Eu nem estava preocupada com o futuro. Eu só queria mesmo o presente com você. Por poucos segundos, acreditei que a gente pudesse ter sido feito um para o outro. Não como duas metades da laranja porque afinal nenhum de nós é uma metade. 
Eu cheguei a pensar que você iria ficar. Que eu ainda acordaria e o primeiro sorriso que eu veria no dia seria você. Comecei a acreditar que mesmo com todas as nossas distâncias (idades, quilômetros e realidades) a gente poderia um dia se encontrar. 
Eu poderia ter amado você. Amado mais. Amado muito. Poderia ter feito tudo isso se eu tivesse tempo, se você tivesse ficado só um pouquinho mais...  
Eu poderia ter amado você se você tivesse deixado isso acontecer.  


                       

quinta-feira, 6 de abril de 2017

5 maneiras estranhas de chegar no crush

E aí, meu povo amado? Tudo bem com vocês? 

Hoje a postagem é top zueira porque eu sou a problematizadora, mas também sou da zueira. Estava lendo uma postagem no site da TodaTenn ( o que eu fazia lendo a TodaTenn, eu me pergunto...) e eis que vejo uma matéria "10 coisas para não se falar pro crush pelo whattsapp"

Achei a postagem problemática e então resolvi fazer uma listinha de coisas estranhas que já foram feitas para chegar no Crush. Fazer o quê né, gente? A tentativa é livre hahhahaha 

Nunca fui a favor dessa coisa "espere o cara chegar". Sempre parti pro ataque porque eu sou dessas mesmo.

Acho que a gente tem mais é que tentar mesmo. Nos ensinam que precisamos ser "difíceis", que precisamos esperar o outro dar o primeiro passo. Eu acho que não. Prefiro tentar sim, porque se depois nada der certo, vou saber que não foi por falta de tentativa. Além disso, sou fácil mesmo (quando tenho interesse). De difícil já basta a vida. 

Mas vocês acham que eu sou daquele tipo de pessoa que derruba o lápis no chão? Ou que finge um esbarrão? Que nada! Se é pra ir atrás e criar uma cilada, que seja com estilo hahahha 


1- Finja que você está perdida. Ok, isso é meio escroto. Mas já funcionou hahahhaha. Uma vez eu e uma amiga que eu não vou falar quem é, minha irmã, estávamos na cidade da minha avó e tinham dois carinhas muito lindos ali. Eles olhavam, olhavam e nada. Chegamos neles e dissemos que estávamos perdidas, que queríamos ir para o parque da cidade e tal. Tá, talvez não tenha colado, porque afinal se estávamos perdidas porque é que ficamos tanto tempo olhando para os dois? Mas pelo menos deu pra puxar papo e se eles perceberam nossa mentira, fingiram não perceber hahahha

2- Mandar mensagem errado. Gente, essa é clássica? Quem nunca? Você tá lá, morrendo de vontade de falar com a pessoa e ela nada. Então você envia um "Já chego aí". Pronto. Quando a pessoa perguntar do que você está falando, você diz que foi engano e já puxa outro assunto. Funciona sempre! Tá, mentira, não funciona sempre. E uma dica extra: manda mensagens curtas. Nada de "Oi, vó. Não, então, eu e meu namorado terminamos, mas eu ainda gosto dele, pena que ele não fala mais comigo, tô sofrendo a beça, mas só vou esperar até semana que vem." Não façam isso. Já testei e não funciona hahahhaha 

3- Pedir o número de outra pessoa. Sabe aquele crush que tem conhecidos em comum? Peça no whats o número de um amigo em comum, mas que você não tenha o número. Ah, sei lá. Pelo menos é um jeito de puxar assunto. Mas não funciona sempre. Ô vida difícil. 

4- Finja que aconteceu uma tragédia com você. Enfaixe a mão, vá com um curativo no pé, use um band-aid na testa... Se seu crush tiver compaixão, ele vai perguntar o que aconteceu. E pronto. Parta pro ataque. Só não esqueça de continuar mancando, hein? 

5- Vire amiga da família dele. Nada melhor que ter aliados no seu time, não é mesmo? Vire amiga da sua futura sogra, converse com sua futura cunhada. Visite as plantinhas da casa dele. 

Ok, talvez ser sincera e falar na lata daria mais certo e evitaria certos sofrimentos. Mas qual é a graça de ser jovem e ter um crush se não é para fazer bobagem de vez em quando? 

Mas se depois de todas essas tentativas, nada der certo, parta pra outra. Se perca em outro lugar, em outros olhares, em outros braços. 


terça-feira, 4 de abril de 2017

Seja o Porquê que salva - Os 13 porquês

Olá, meu povo. Tudo certinho por aí? 

Hoje estou aqui para falar de temas muito importantes. O bullying e o suicídio. 
Como todos vocês devem saber, estreou na Netflix nos últimos dias a série baseada no livro Os 13 Porquês. 



A série está com a temporada completa com 13 episódios e cada episódio tem cerca de 50 minutos. Eu estava resistindo e não pretendia ver logo, mas como muitas pessoas estavam assistindo, resolvi assistir, afinal já tinha adorado o livro. A resenha vocês podem conferir AQUI


Ainda não conclui a série, mas resolvi aparecer aqui e me manifestar um pouco. Estou feliz com a repercussão que a série está tendo, afinal muitos assuntos importantes estão sendo trabalhados. Mas ao mesmo tempo estou assustada e decepcionada. Infelizmente há muitas pessoas romantizando essa situação toda. Sério, gente? Sérião mesmo? Serião que vocês estão achando a série fofa? Que tal uma terapia em grupo, hein? Porque vocês estão com probleminha. Sério! 


Então resolvi aparecer aqui e falar a real. Abrir o coração e bater de frente com essa galerinha. Vamos lá! 

Pra começar que nessa vida todo mundo é um pouco Hanah e um pouco dos motivos. Quem nunca sofreu bullying? Quem nunca fez? De qual lado deveríamos estar? De nenhum! Porque ninguém deveria passar por isso. Então eu ainda quero falar da Hanah, mas hoje vamos falar dos porquês. 

Se você ri do cabelo da sua amiga, se você espalha boatos, se você invade a privacidade dos outros, se você vê o bullying acontecendo e não faz nada, se você vê um amigo precisando de ajuda e diz que é frescura, se você não percebe o outro sofrendo... então você também é um dos porquês. O porquê que mata. Você é um assassino. Sem mais! 

Sinto em dizer que a maioria de nós somos assassinos. Ou pelo menos tentamos matar alguém. Toda vez que cometemos os atos citados acima, matamos um pouquinho alguém. 


Mas se nós temos o poder de matar, também temos o poder de salvar. E é sobre esse porquê, sobre o porquê que me salvou que eu quero falar hoje. 

A escola é um lugar complicado, não é? Centenas de crianças e adolescentes, muitos professores, funcionários, direção. Todo mundo com uma crença diferente, com estilos de vida opostos. E somos jogados todos juntos, em uma jaula, obrigados a sobreviver. Com você não deve ter sido diferente. Comigo também não foi. 

Passei o ensino fundamental todo sendo a garota esquisita. E sei lá, essa coisa de criança e inocência nunca me convenceu muito. Crianças podem ser terrivelmente malvadas. Ao chegar no ensino médio, resolvi que tudo aquilo ia ficar para trás. Eu havia crescido, tinha ficado "bonita", namorava um cara popular, tinha o melhor grupo de amigas... Isso durou dois anos. Foi no terceiro ano que o inferno apareceu. 

Eu tinha acabado meu namoro, trabalhava fora, vivia cansada, bebia demais, perdia aulas... Não demorou nada, o bullying reapareceu. "Que garota tão descabelada." "Você viu a roupa dela?" "Deve ter passado a noite fazendo o quê?" "Já tá de namorado novo, você viu?" "Vadia!" "........." 

Eu tinha uma única amiga nessa época. Uma boa amiga, sejamos sinceros. Uma amiga que sofria junto. Mas que não era vadia, não ia descabelada para a escola, não trabalhava fora, participava da igreja... Porém, ela amiga da garota fora do normal. Mas jamais direi que ela não foi importante. Ela foi sim. Mas às vezes, para sobreviver você precisa mais do que um bom amigo. 

Foi aí que ele apareceu. E antes que você queira romantizar, sinto em dizer que não há nada de romântico nessa história. Nada mesmo! É uma história sobre empatia e não sobre amor. 

Ele era o garoto popular, amigo de todo mundo, namorava uma garota legal... E por algum motivo, ele me viu. Viu a situação. Percebeu o que ocorria. Bateu de frente com os amigos, xingou toda e qualquer pessoa que teimava em querer me magoar. Conversou com os professores, tomou a frente, se tornou um quase amigo. Ou talvez amigo mesmo. Tanta gente que se diz amigo não faz metade do que ele fez. 

Nada disso fez com que o bullying parasse. Mas tudo isso fez com que eu acreditasse que tudo aquilo era só uma fase. E que eu não estava sozinha. Todos os dias em que eu chegava na escola, era vaiada por todos os meus colegas. Mas ele mandava todo mundo calar a boca, ia até a minha mesa, sorria e me dizia oi. Nunca precisei fazer um trabalho sozinha. Ele trocou de lugar no espelho de classe, só para poder ficar atrás de mim. Assim ele podia evitar que qualquer pessoa tentasse cortar meu cabelo/grudar chicle em mim/ou colocar uma plaquinha nas minhas costas. Ele era o único que não conversava enquanto eu apresentava os trabalhos na frente da sala. Me impedia todos os dias de passar pelo "corredor da morte" que meus colegas faziam na intenção de derrubar os otários que passassem por ali. Obviamente eu era a otária perfeita. Foi ele quem teimou com a diretora dizendo que a melhor solução não era eu ser afastada da turma. Foi ele quem me salvou. Mesmo! Literalmente. Foi ele quem segurou a mesa no chão quando um dos colegas resolveu que agredir verbalmente era pouco. Foi ele quem fez esse colega pedir desculpas na frente de todo mundo. 

Por favor, não me diga que você está achando isso fofo. Por favor, não me diga que você está nos shipando. Já disse que essa não é uma história sobre amor. É sobre empatia. 

Ele foi o meu porquê. O motivo para que eu nunca tivesse pulado daquele penhasco, ou devorado todas as caixas de remédio. O motivo para que eu não tenha cicatriz alguma nos meus braços. 

Ele não era meu namorado. Não era nem mesmo um amigo (pelo menos não oficialmente). Ele apenas não ficou calado. Era muito cômodo fingir que nada acontecia. A culpa não era dele, ele podia dizer. Não era ele quem me chamava de puta, não era ele quem roubava meus materiais, não era ele quem fechava a porta do banheiro. Não foi ele quem queria me matar. Mas ainda assim ele me salvou. 


E eu espero que depois disso, você também salve outros. Você não precisa ser um herói, não precisa ser o mais forte, o mais rápido ou o mais durão. Você só precisa ter um super poder: a empatia. 



"Dizem que o amor salva, mas eu acho que a empatia salva muito mais." Gislaine Oliveira. 


E por hoje é isso, meu povo. Se você curtiu a postagem, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 







OBS: No meu livro, A Vadia, temos um personagem que foi criado como uma forma de agradecimento a esse porquê. Muito obrigada!                                                                                                                

sexta-feira, 31 de março de 2017

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - John Tiffany e Jack Thorne (Baseada em uma história de JK Rowling)

E aí, meu povo amado? Tudo bem com vocês? 

Hoje estou aqui para falar que finalmente eu li Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Pois é, que bela fã eu sou se demorei sééééééculos para ler essa obra. Mas assim é a vida né? E sendo bem sincera, acho que li o livro no momento certo. 

Mas e então, acabou o suspense? 

Bora conferir??? 



Título: Harry Potter e A Criança Amaldiçoada
Autores:  John Tiffany e Jack Thorne (Baseada em uma história de JK Rowling)
Páginas: 352
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Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é mais fácil agora que ele é um sobrecarregado funcionário do Ministério da Magia, marido e pai de três crianças em idade escolar. Enquanto Harry lida com um passado que se recusa a ficar para trás, seu filho mais novo,  Alvo, deve lutar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. À medida que passado e presente se fundem de forma ameaçadora, ambos, pai e filho, aprendem uma incômoda verdade: às vezes as trevas vêm de lugares inesperados.




Minha opinião: Então meu povo amado, salvo raras exceções, só encontrei dois tipos de opiniões em relação a esse livro. O povo super fã que odiou o livro porque esperava algo totalmente diferente e o povo super fã que ama qualquer coisa que venha desse universo. Fico feliz em dizer que faço parte da exceção (como sempre hahhaha), eu não amei e nem odiei o mesmo. Consigo entender que ele tem falhas e qualidades. Mais falhas que qualidades? Beleza. Concordo. Mas ainda assim, não consigo sentir esse ódio que alguns fãs sentiram ao longo dessas páginas. 

Em A Criança Amaldiçoada nós acompanhamos a história de Alvo Severo, um dos filhos de Harry e Gina. AS não podia ser mais diferente dos pais. Ele odeia o Harry, o peso de ser filho do menino-que-sobreviveu e odeia Hogwarts. 

No começo, ele tinha apenas medo de ir para Sonserina. Eis que seu maior medo se realiza, mas ao contrário do que ele pensa, isso não é algo ruim já que é ali que ele conhece seu melhor amigo, Escórpio, filho de Draco Malfoy. 

Como já sabemos, a família Potter gosta de se envolver em confusões. Ou a confusão é que os acha? E com AS não seria diferente. Há algo de maligno ao seu redor e as trevas podem ressurgir a qualquer momento... 

A primeira coisa que eu devo falar sobre esse livro é que ele é o roteiro da peça. Então caso você não esteja familiarizado com esse tipo de roteiro, você poderá se sentir incomodado. Nós não temos uma história romanceada. Os cenários e cenas são descritos de forma a auxiliar a produção da peça. 

Por causa disso, muita coisa pode parecer estranha e até confusa. Forçada ou mesmo exagerada. Bem, é uma peça não é? Então não há espaço para as descrições dos sentimentos dos personagens. É preciso que eles falem para que o público entenda o que estão sentindo. Então sim, há diálogos que parecem desnecessários, mas na verdade não são. 

Ao ler é preciso ter ideia de que o roteiro é de uma peça de teatro, com menos recursos que um filme. Então você não pode ler o livro imaginando um filme, mas sim uma peça. Se você não tem o hábito de ir muito ao teatro isso pode ser complicado para você. Como eu sou uma amante dessa arte, consegui imaginar muito bem tudo em cena. 

É verdade que há um conflito entre a história dos 7 livros da série e esse roteiro. Mas entendo que essa peça não é uma continuação exata dos livros. Não creio que uma peça conseguiria fazer isso. Li o livro muito mais com o sentimento de que essa história é uma teoria das muitas sobre o que poderia acontecer com o mundo bruxo tantos anos depois da batalha de Hogwarts. 

Concordo que as personalidades dos personagens não foi explorada. E outras tantas foram destruídas. É difícil aceitar um Harry tão arrogante, uma filha de Hermione e Rony nada humilde, uma Minerva tão submissa... Mas eu acredito que as situações mudam as pessoas. Não sei o que aconteceu entre As Relíquias da Morte e A Criança Amaldiçoada. Então não me sinto capaz de julgar as atitudes dos personagens. 

Muito se falou do Rony no papel de "bobo da corte". Entendo muito bem o motivo disso. Isso funciona muito bem no palco. Poderia não funcionar no livro e nem no filme. Mas tenho certeza de que funcionou muito bem para a platéia. 

A história parece um pouco sem pé nem cabeça? Talvez. Provavelmente. Mas como já falei ali em cima, a vejo muito mais como uma teoria do que algo realmente real. 

Há ainda o argumento de que as idas e vindas no tempo, os universos paralelos não fazem jus às características dos personagens. Porque Cedrico jamais seria do mal, a Hermione jamais seria amargurada e o Snape jamais seria um cara super camarada. Não sei, gente. Não sei. 

Mas percebendo sob outro ponto de vista, talvez o que eles quiseram mostrar com a peça é que a ocasião faz o ladrão. É fácil acreditar que o Harry sempre e em qualquer circunstância seria o cara bom que é. Mas será? Talvez a presença dos amigos tenha moldado quem ele se tornou. É fácil a gente julgar e separar o mocinho do vilão... Mas existem tantas coisas por trás de uma escolha. Sei lá. Vocês sabem que eu gosto de ficar criando teorias e filosofando hehehhe... 

Outro ponto muito legal é que em uma das realidades alternativas, a chave de tudo foi o Neville. Eu não curto esse personagem, confesso, mas há uma teoria muito forte sobre quem ele realmente poderia ter sido. Mais uma vez, a situação faz o ladrão... 




Por fim, devo dizer que curti sim o livro. Li em dois dias e leria em um tranquilamente, mas eu preciso fazer as coisas supérfluas da vida, como comer, tomar banho, kkkkkk Senti uma sensação gostosa de nostalgia, reconhecimento e até mesmo um quê de "eu sabia que isso nunca ia dar certo". 

Então devo dizer que eu indico sim a obra. Mas é importante que você leia com o coração e a mente abertos. Talvez você ame, talvez você odeie, e talvez assim como eu, você apenas fique feliz por ter mais algumas horas com esses personagens tão adorados. 

E é isso meu bom povo. Se você curtiu, não se esqueça de compartilhar com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 



Possível spoiler!!!! Alerta!!! Alerta!!!! 

domingo, 26 de março de 2017

A Profecia dos Três - Julie Mor

E aí, meu povo. Tudo bem com vocês? 

Aqui está tudo ótimo :) 

Então que tal a gente parar de enrolar e falar de livros? Afinal faz um tempo que nossos amigos não aparecem por aqui, não é mesmo? Então vamos lá! 

Essa será uma resenha um bocadinho diferente, pois eu fiz a leitura crítica do livro. Isso já tem um tempinho, mas aqui estou para falar dele com vocês. 

Vamos conhecer?

Título: A Profecia dos três
Autora: Julie Mor
Páginas: 335
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Sinopse: Impulsionados por uma profecia, três jovens enfrentarão armadilhas, animais e adversários poderosos na tentativa de preservar as últimas florestas do planeta. Juntos, eles terão que resolver suas diferenças com um único interesse: salvar o mundo.


Minha opinião: Assim que terminei a leitura de A Profecia dos três mandei um e-mail para a autora dizendo que esse livro deveria ser publicado. Ainda bem que ela me ouviu :) 

Logo no começo do livro conhecemos uma profecia muito misteriosa. 


Há muitos anos essa profecia mexe com a imaginação da população. Ninguém sabe muito bem o que ela significa. Mas sabem que ela é a única que pode salvar o mundo. 

Quando tudo parece quase perdido, três jovens tem seus destinos cruzados e percebem que estão muito mais ligados do que poderiam e queriam imaginar. E agora, se eles desejam salvar o mundo, terão que superar as diferenças e o medo e partir em uma jornada para que a profecia possa ser cumprida. 

Não é segredo para ninguém que eu sou a louca das histórias jovens. Também não é segredo pra ninguém que eu sou a surtada das profecias e mistérios. E também não deve ser novidade para vocês que ainda sonho em salvar o mundo. A Profecia dos Três junta tudo isso. Tem como não amar? 

Além de todo o mistério e abordagem que o livro faz falando sobre a importância da consciência ambiental, Julie conseguiu criar uma história engraçada e envolvente. 

Com uma narrativa muito leve, esse primeiro livro nos leva a conviver com esses jovens, enfrentando seus medos, suas angustias, chorando suas lágrimas e sorrindo cada um de seus sorrisos. 

Terminei a leitura com uma sensação gostosa. Com a esperança renovada. Na literatura, no mundo, nos jovens, em mim. Talvez tudo não esteja tão perdido afinal. Talvez basta todos nos unirmos. 



E por hoje é isso meu povo. Espero que todos tenham a oportunidade de conhecerem essa história. Se você já leu, me conte o que achou do livro. E se ainda não leu, você está esperando o quê? Corre lá! 

Se você curtiu essa resenha, compartilhe com os amigos. 

Um beijão e até a próxima! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Minimalismo: Viver com menos para viver melhor

E aí, meu povo? Tudo ruim por aí? 

Se não está ruim você não está bem informado, caro coleguinha... 

Mas vamos lá que o assunto da vez é outro. 

Quero falar sobre um novo estilo de vida que adotei. O Minimalismo. Vocês já ouviram falar dele? 

Eu conheci tem um certo tempo e estou realmente encantada. O minimalismo "prega" que os adeptos desse estilo vivam com o mínimo possível. 

Claro que esse mínimo varia de pessoa para pessoa e o importante é que esse seja um estilo sustentável e que te deixe feliz. Por exemplo, há aqueles que tem apenas 7 calcinhas. Uma para cada dia da semana. Isso para mim é inviável, já que tomo no mínimo três banhos por dia (faço natação, exercícios físicos, trabalho fora, suo muito, vou de bicicleta para o trabalho... só explicando). 

Mas o minimalismo faz você começar a perceber quem você é de verdade e qual é o seu estilo de vida e o que combina bem com a sua rotina. Por exemplo, eu tinha trocentas roupas de baladinhas. Sendo que eu não sou uma pessoa badaleira. E tinha pouquíssimas roupas para dar uma voltinha, sair com os amigos, ir no cinema, jantar fora. Que é basicamente o que eu faço nas horas vagas. 

Conheci esse estilo ao perceber que meu armário estava abarrotado de roupas, mas eu nunca parecia ter o que vestir. A verdade é que pude me desfazer de muita coisa e agora parece que eu tenho muito mais opção. Tudo porque agora minhas peças não estão escondidas. Eu ainda tenho muita roupa, muita mesmo. Muito mais do que o mínimo. Mas aos poucos estou vendo o que é excesso e não agrega nada e estou me desfazendo. 

Esse é um estilo de vida que vai muito bem para quem está se sentindo abafado, como se houvesse um peso o tempo todo, para quem se sente muito ocupado. 

Eu me sentia sempre muito presa, com muita coisa pra fazer, gastava muito tempo escolhendo o que vestir, muito tempo limpando a casa, lavando louça. 

Então resolvi adotar esse estilo de vida e me desfazer de tudo o que estava em excesso na minha vida. Os livros na estante, as roupas no armário, os sapatos no chão, a louça no armário, ... Não estou dizendo que você deva se livrar das coisas que você ama. Não é isso. Mas o minimalismo prega que você deve ficar com aquilo que te faça feliz. E ver todos aqueles livros juntando poeira na estante não estava me fazendo bem. Todos os dias eu ficava atacada porque chegava mais algum e eu não conseguia ler todos. Mas essa sou eu e você não precisa ter o mesmo sentimento que eu. 

Aos poucos fui me desfazendo de muita coisa. E meu marido percebeu. E ele me apoiou muito. Mais do que isso. Ele resolveu entrar nessa comigo. Nós moramos apenas nós dois e nossa gata. Nós tínhamos mais de 20 pratos. Nós raramente recebemos visitas. E quando recebemos, é apenas uma ou duas pessoas. Nós realmente precisávamos de todos aqueles pratos? 

Nós tínhamos duas geladeiras e dois fogões. Isso era mesmo necessário? Eu acredito que não. 

E isso facilitou muito a nossa vida desde então. Ganhamos mais tempo e disposição. Porque toda a energia que a gente gastava limpando tudo,agora a gente pode gastar com o que realmente nos interessa. 

Mas mais uma vez eu digo: esse estilo de vida deve te fazer feliz e ter sentido para você. Por exemplo, uma das indicações para quem quer viver o minimalismo é se desfazer do micro-ondas. Mas isso na nossa casa é algo muito complicado já que usamos o dito cujo para quase tudo. Mas processador, máquina de fazer churros, formas e formas para assar... Tudo isso para nós é supérfluo, já que não comemos muito em casa. 

E esse nosso novo estilo de vida nos fez repensar muitas coisas. Nossos planos de futuro e tudo o mais. Nossos sonhos... Percebemos que muitos dos nossos sonhos não eram nossos . Eram dos outros. Sonhos que os outros plantaram na gente. Mas não seria muito melhor viver aquilo que queremos? Não seria. Posso dizer para vocês que É.

Confesso que nem sempre é fácil. Às vezes vejo gente da nossa idade comprando casa, fazendo casamento dos sonhos, comprando carro novo... E dá uma certa invejinha, sabe? Fico me perguntando o que estamos fazendo de errado. Mas então vejo que não estamos fazendo nada de errado. Estamos apenas fazendo aquilo que queremos fazer. Viajar, ter novas experiências, viver sem contas para pagar (exceto as quase impossíveis de ficar sem, tipo água, luz...). 

Quando ficávamos tentando seguir os planos dos outros, o que queríamos mesmo fazer ficava de lado. Agora não. Porque todo o tempo, energia e dinheiro que nós temos, nós usamos apenas para aquilo que realmente queremos. 

E como já falei tantas vezes em energia, vale dizer que o minimalismo não é apenas uma questão financeira, embora esse seja um grande ponto. Mas é uma questão de prioridades e escolhas também. Vivemos dizendo que não temos tempo para nada. Mas será mesmo? Ou será que o tempo que temos usamos para coisas que realmente não nos agregam nada? Ou com pessoas que não agregam nada? Pode até parecer meio frio, mas o minimalismo fala sobre isso também. Sobre se afastar das pessoas que nada acrescentam na nossa vida. 

Confesso que nem sempre é fácil e que ainda me considero mais consumista que o necessário. Mas isso também é consequência da infância que tive. Ou que não tive. Mas enfim... Mas é realmente libertador você não ter/fazer as coisas por uma questão de escolha. Eu não tenho o carro do ano. Eu poderia ter. Mas eu não quero. Eu não comprei o tênis da última coleção. Eu poderia ter comprado. Mas eu não quis. Eu poderia frequentar várias baladinhas. Mas eu não quero. É uma questão de escolha, entendem? E isso é libertador. Porque as vezes a gente acaba comprando/consumindo coisas apenas para mostrar aos outros e a nós mesmos que podemos. Ok. Nós podemos. Mas precisamos? E principalmente, queremos? 

Então é isso, galera. Quis aparecer por aqui com esse assunto pois acredito que ele pode ser aproveitado por muita gente. E mesmo que você não queira fazer parte desse movimento, com certeza alguma coisa que eu escrevi te fará pensar. 

Para conhecer mais do minimalismo, basta dar uma googlada. E no youtube tem muita coisa legal. Mas se tiver alguma dúvida e eu puder ajudar, vou ficar muito feliz. 

Um beijão e até a próxima!