sexta-feira, 20 de junho de 2014

Primeira ou terceira pessoa?

Tá aí uma coisa que todo, ou quase todo autor iniciante tem dúvida. Em que pessoa narrar a história. E eu vou dizer em que pessoa narrar? Eu não ué. Vou dar dicas e alguns conselhos.
Geralmente em primeira pessoa são narrados os romances.
E terror, suspense, ficção narrados em terceira pessoa. Geralmente.
Mas não é regra. Primeiro, você deve saber que emoções pretende com a trama e quais acontecimentos são importantes. 
É importante ressaltar que narrativas na primeira pessoa, só devem conter acontecimentos em que o narrador está presente. Mas ele não precisa ser o personagem principal.
Além de que narrativas na primeira pessoa, só podem aparecer pensamentos do narrador. Porque ele não está na mente de outras pessoas, ok. Sem falar de que narrativas na primeira pessoa, não tem necessariamente uma responsabilidade com a verdade absoluta. Os cheiros, as cores, passam pelo filtro do narrador. Ex: Vai que o narrador seja daltônico né? Vai saber.
Narrativas na terceira pessoa, tem uma responsabilidade com a verdade. Se a casa é verde, a casa é verde até o fim. A não ser que se pinte e isso deve conter na história. Podem conter todos os dados possíveis, passado, presente... Outra coisa importante de lembrar, é que narrativas em terceira pessoa, tem uma ligação com a amarração da história. Principalmente elas devem ter uma boa amarração. Ex: Se um cara é apaixonado pela mocinha desde criança, em algum momento pelo menos um indicio disso deve ter. Já se fosse uma narrativa em primeira pessoa, a mocinha,  não precisaria. Talvez a mocinha nunca tivesse percebido. Sacaram a diferença?
Geralmente quando você quer descrever exatamente como a pessoa se sente, você narra em primeira pessoa. Ex: "Ele era um cavalheiro e nunca mais tocou naquele assunto. Embora eu realmente quisesse que ele tocasse naquele assunto. " (Justa causa-Gislaine Oliveira).
Quando você precisa colocar muitos  dados e muitas situações,muitos pontos de vistas, a terceira pessoa é a mais indicada. 
Mas escrever é a arte de ser livre e você pode ousar. Sem problemas. Só tome cuidado para não ficar confuso. 
Eu sou autora de dois romances. Em um deles a narrativa é em primeira pessoa. Mas no outro, narrativa em primeira, ia ficar muito complicado. Tinha muita coisa acontecendo, muitas sensações, de todos. Então usei a tática do "A casa parecia abandonada. Pensou ela. " Mas ao final, eu precisava que um personagem, falasse exatamente suas emoções. Então fiz um epílogo em primeira pessoa. Resolvido o problema.
Não há regras. É tudo questão de ver o que fica melhor na sua proposta. Dá até para escrever nas duas e ver o que fica melhor. O que? Ouvi uma reclamação. Ei, deixe de preguiça.
E você? Prefere narrar em qual pessoa?

8 comentários:

  1. Olá Gih, como está?
    Em verdade o estilo narrativo é bem cansativo quando não tem certeza do que fazer. Uma dica é: Faça de todos os modos possíveis.
    O escritor deverá encontrar o melhor meio de contar a história, o método no qual ele se sente quase completo, aquele momento que ele escreve e diz para si "Isso ficou muito bom".
    Ouse no estilo, escreva e escreva novamente de outro jeito. Sim, porque se precisar utilizar de um pessoa para outra em narrativa terá o mínimo de habilidade.
    A narrativa inteira é em 3ª pessoa, mas no meio do conto há uma carta, bilhete ou pichação no muro em 1ª, isso torna o texto mais rico, uma forma perspicaz de criar a singularidade.

    Eu prefiro escrever em 3ª pessoa a maior parte das minhas coisas, dando vida aos detalhes mais despercebidos, acentuando coisas que por vezes escapam do hábito comum. Muito embora meus escritos publicáveis sejam em primeira pessoa, um relato de alguém para alguém. E como toda história em forma de fofoca, ninguém sabe realmente o que é verdade.

    Um abraço do fiel leitor,
    K. Fireman.

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    1. Eu jah estou mais acostumada a escrever na primeira pessoa. Essa coisa mais pessoal mesmo. Quando escrevo em terceira pessoa preciso ficar me policiando. Mas é isso mesmo. Treino e treino. Um dia desses li num blog (n lembro qual) que nem d q escrevemos iremos publicar. Mas sempre q escrevemos aprendemos. Acho que é por aí. Fico mt feliz por vc acompanhar o blog. Abraços

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  2. Oi Gih, mas um belo texto. Meu livro autopublicado e os outros dois que estão na fila são em terceira pessoa. O último, que vai sair ano que vem, (o do vilão rsrs) é em terceira pessoa mas completamente centrado no protagonista. Só tem uma ou duas cenas que eu mudo o ponto de vista. Vou começar a escrever outro agora em julho e estou pensando se escrevo em primeira ou terceira pessoa. Acho que vou continuar na terceira porque já apresentei o personagem na primeira. Se eu realmente construir uma nova saga, vou tentar fazer na primeira. Será um detetive-advogado rabugento viciado em maconha. Vai ser no mínimo divertido rsrs.

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    1. Com certeza vai. :) jah estou gostando mais ainda. Autopublicado, ta aí uma coisa tenho o maior respeito. Até pq eu tb jah optei pela autopublicação. :)

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  3. Parabéns pelo blog. Legal essas dissertações sobre a composição de um livro. Escrever na 1ª pessoa tem a desvantagem de limitar o campo de ação da história, mas cria mais intimidade com o leitor.

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    1. Obrigada. :) Bem isso mesmo. Complicado é quando voce precisa juntar os dois. Fazer com que o leitor fique íntimo do personagem, mas precisa de muitas situações em que o personagem não aparece. Aí o jeito é dar uma rebolada e usar toda a criatividade pra unir os dois

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  4. Oiiii!!!
    Estou lendo quase todos os artigos do seu blog, hahaha.
    Então, não sei se concordaria comigo, mas acredito que também depende do tema central da história e do público-alvo.
    Por exemplo, eu tenho dois romances, um é adulto, onde a personagem principal é divorciada e tem 28 anos. Com cenas impróprias para menores e a realidade de dois personagens principais maduros e sem frescuras. Esse livro eu fiz em terceira pessoa, pois acho que atrai o leitor mais maduro e mostra bem todos os lados da história sem fazer com que o leitor perca o interesse. Adotei essas frases entre aspas também, para revelar pensamentos.
    Já meu outro romance, é em primeira pessoa. A personagem principal tem 19 anos e é divertida e atrapalhada. Um romance onde o foco não é só o relacionamento dela com o seu "amor" e sim vários acontecimentos que ela deve de lidar na vida. Meus leitores são, na maioria, adolescentes ou adultos solteiros, na faixa de 12-22 anos. Geralmente essa faixa de idade ama ler em primeira pessoa.
    Concorda?

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    1. Oi Andressa, tudo bem?
      Que legal que você está lendo as postagens =D Espero que esteja curtindo <3
      E sim, você está totalmente certa. Depende muito do gênero e público alvo. Super concordo!

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