sábado, 14 de junho de 2014

A cuidadosa Alice, por Maurício Coelho


Lewis Carroll ficou mais conhecido pela sua obra Alice's Adventures in Wonderland, mas também fez várias outras histórias para crianças, como Sylvie and Bruno e a sua continuação, Sylvie and Bruno Concluded. Autor de inúmeros poemas em estilo nonsense, publicou também diversos trabalhos na área da matemática, como Curiosa Mathematica.
Nasceu em 27 de janeiro de 1832 na vila de Daresbury, próximo ao condado de Cheshire, Inglaterra. Lewis Carroll lecionou na Oxford High School for Girls e segundo alguns comentadores ele levava jeito para com as crianças, mas infelizmente nunca se casou e consequentemente nunca teve filhos. Morreu com 65 anos na cidade de Guildford, Reino Unido. Seu túmulo está em Surrey, Inglaterra.
Até hoje suas histórias são fonte de inspiração e de imaginação para outras histórias.

Sobre a obra em questão, The Nursery Alice (A Cuidadosa Alice) é um livro adaptado de Alice feito pelo próprio Lewis Carroll publicado em 1890 com ilustrações originais de Sir John Tenniel. A novidade desse livro são: A) as ilustrações são coloridas (as anteriores desse ilustrador eram todas preto e branca!), B) o uso de palavras em itálicas utilizadas para dar ênfase à leitura e C) como o próprio Carroll conta, esse livro deve ser lido pelas mães para as suas crianças, logo, ele utiliza diversos recursos linguísticos. Em outras palavras, é uma obra para ser contada e não lida.
                
Gostou? Fale com o autor :https://www.facebook.com/mauricioocoelho                                                 
                            Maurício Coelho

Ninguém quer ler o que você escreve

Viajando na internet, achei esse conteúdo. Engraçado e triste. Ahushsuah. Mas verdade. Confiram lá. Muito bom :)
"Ninguém quer ler nada que você escreve.
Essa é a realidade mais difícil para um aspirante a escritor aceitar. Mas é somente enfrentando essa verdade que você poderá criar histórias mais envolventes.
Isso não tem nada a ver com o fato de você escrever bem ou mal, ou com a qualidade artística das suas histórias. Ninguém quer ler nada que você escreve simplesmente porque todo mundo está distraído com a infinidade de opções de entretenimento disponíveis.
Você já notou quantos livros existem em uma livraria? Quantos textos estão disponíveis na Internet? A infinidade de revistas e jornais nas bancas? O número de seriados e novelas passando na tv? A variedade de filmes e peças de teatro em cartaz? Suas histórias estão competindo por atenção com tudo isso."


http://ficcao.emtopicos.com/2013/08/ninguem-quer-ler-suas-historias/

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Você é escritor?

Primeiro post dessa nova etapa do blog. Você é escritor?
Cara, ser escritor tem um lado muitooooo difícil. Assim como qualquer profissão cultural. É difícil conseguir espaço, público, remuneração. E o preconceito então?
-O que você é ?
-Escritora.
Risos.
-Não. Sério. Você trabalha com o que?
-Com o cérebro. (Achei essa resposta no face de uma amiga escritora).
Mas é assim mesmo. Eu lembro que quando eu era pequena, se eu dizia que queria ser escritora, todo mundo achava bonitinho. Agora se eu digo que sou escritora, tem duas opções. Uma: Ou eles me veem cheia de glamour, em noite e noites de autógrafos ou uma hip mendigando por aí. Fala sério :)
Ser escritor é difícil mesmo. Mas não é piada. É trabalho. E muito árduo. Pesquisa, pesquisa, escrita, leitura, revisão. Por favor, se algum dia você esbarrar comigo ou com outro escritor, não ria quando dissermos o que fazemos da vida. Somos nós que te levamos a viajar para qualquer lugar.
.E você escritor? O que te dizem quando você diz que é escritor? Comenta aí

terça-feira, 18 de março de 2014

Pocota


Pocota
Quando eu vi a Pocota (apelido carinhoso), saindo do meio do mato e vindo à minha direção, eu tinha certeza que eu tinha que salvar aquele pequeno pedaço de vida. Ela veio vindo, cambaleando e até então eu nem sabia se era ela ou ele, era um felino. Branco? Marrom? Preto? Assim, como o sexo do animal, a cor também era impossível distinguir num primeiro momento, tamanha era a sujeira do bichinho. Eu peguei aquele pedacinho de ser, e o levei embora.
Eu tinha certeza de que a dona da casa (Sra.Tingola-minha gata) iria enlouquecer com a ideia. Quem tem gato sabe o quanto eles podem ser ciumentos e brigões. Mas eu simplesmente precisava salvar aquele bichinho. Quando eu cheguei em casa, a reação da Tingola foi bem pior do que eu poderia prever. Ela tentou engolir a pequena. Engolir. Prendi a no banheiro, saiu. Prendi na coleira, se soltou. Quando finalmente ela percebeu que não a deixaria comer a pobre gatinha, se revoltou e foi andar por aí. O mais engraçado era que durante todo esse processo, a pequena Pocota, ficava apenas observando, sem um pingo de medo. Justo ela, tão pequena e a Tingola, quase 10 vezes o tamanho dela. Mas eu sabia que não poderia ficar com ela, se queria a Tingola de volta. Preciso achar alguém que realmente possa ama-la e dar todo o carinho que ela precisa, pensei.
Com a ajuda de uma colega, entramos em contato com a Amoga voluntários e após uma postagem na pagina da rede social, encontramos uma mamãe para a pequena.
Marido chegou e achamos que seria necessário leva-la primeiramente ao veterinário. Dr. Rafael foi logo dizendo: Ela está dodói. Mas nada grave. Só precisa tratar. E agora? Perguntei ao alemão. Vamos falar com a moça, se ela não quiser, nós ficamos. Disse ele. A Tingola vai acabar entendendo.
Quando expliquei para a Maiara, ela prontamente disse que iria ficar com a pequena. Quando entreguei para ela, tive a certeza de que havia feito a coisa certa. Salvei uma vida. De uns 10 centímetros, mas salvei.
Daí eu fiquei pensando no cretino ou cretina que abandonou esse bichinho. Só que ela teve sorte, encontrou pessoas apaixonadas por animais que prontamente cuidaram dela. Mas e os outros tantos que são abandonados todos os dias? Na página da Amoga, é todo dia a mesma coisa. Filhotes largados em caixas no meio da rua para serem atropelados, animais adultos mutilados pela sarna, carrapatos e inúmeras doenças. Pessoas que querem animais só enquanto filhotes. Pessoas que não castram, que não tratam seus bichinhos, que abandonam nas férias, toda uma barbaridade de coisas.
E tem gente que não entende esses voluntários. Acham que devem recolher todos os animais, pagar castrações, ração, consulta veterinária. E tem mais, gente que acha que os veterinários não devem cobrar nada pelo atendimento. E então eu pergunto? E os veterinários vão viver do que? Se não pode cuidar do bichinho, não tenha.
Falando neles, a Tingola voltou umas duas horas depois, terrivelmente indignada. Mas toda fúria já passou e a ciumenta até já voltou para a cama.
                                                                                 Gislaine Oliveira

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

10 cliches

Quem me conhece sabe. A coisa que eu mais amo fazer é escrever. As palavras vivem em mim. E eu quero muito colocá-las para fora, Então escrevo. Estou fazendo um livro, em off. E achei umas dicas bem legais nesse site: http://aprendizdeescritor.com.br/10-cliches-para-afundar-sua-historia-na-mesmice/#more-2197, olha só: 
10 cliches para sua historia afundar na mesmice
  1. Personagens se descrevendo diante do espelho
  2. Fazer propaganda de futuras viradas no enredo
  3. Justificar o mau comportamento de um personagem através de pais malvados
  4. Piadas internas demais ou muitas referências obscuras
  5. A síndrome do “Escolhido”
  6. Contagem regressiva no roteiro (se não fizer “X” até o dia “Y” o “Z” acontece…)
  7. Mensagens passadas através de sonhos
  8. Usar o sexo como um modo do realizar fantasias pessoais no livro
  9. Arquétipos politicamente corretos de minorias (o índio sábio, o asiático honrado, o negro durão mas bonzinho, etc)
  10. Fazer personagens desmaiarem por conveniência da trama.
Meu livro pelo menos não tem nada disso. Ponto p mim. kkkkk
                                                                  Gislaine Oliveira

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Eu e essa boca grande

Eu e essa minha boca grande. Falo demais, sem pensar, na hora errada, com a pessoa errada, no local errado. Não consigo pensar, quando eu vi, afz, já foi. Já xinguei demais, ou me declarei na hora errada. Dorgassss, já era. Foi. Não dá para engolir as palavras de volta. Eu já falei tudo. Contei minha infância e meus sonhos e decepções mais secretos. Argh. Se controla. Pior ainda para mim não é? Que além de pronunciar palavras erradas, escrevo palavras erradas... se controla...afz
                                                                               Gislaine Oliveira

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Promessas Quebradas

Promessas quebradas
     
       Procure no google por “promessa-significado” e você achará resultados como esse: “Compromisso de fazer, dar ou dizer alguma coisa: cumprir a promessa”.               
       Compromisso. Cumprir. Fazer. Será que para todos, uma promessa tem esse mesmo significado?
      Todos nós fazemos promessas. Deve ser algo da nossa cultura, algo que já esta em nosso D.N.A. Aprendemos a jurar e a prometer desde crianças. Juramos que não fomos nós quem comemos o bolo, que o boletim ainda não foi entregue, que esquecemos o presente em cima da mesa. Juramos até a morte, que não olhamos para aquele cara lindo da academia. E mentimos, ah, se mentimos. Mentimos jurando, o que é ainda pior.
       E prometemos, como prometemos. Sejamos religiosos ou não. Eu mesma, que não sou religiosa vivo a fazer as minhas promessas. Orações, velas, dinheiro aos pobres e toda essa infinidade de coisas que prometemos a todos os santos em troca de algo que desejamos.
       Não entendo porém, o porque de fazer promessas que sabemos, não iremos cumprir. E é tanta jura junto. Se fossemos pagar todas essas dívidas, dariamos nosso salário a um mendigo, iriamos de joelho ate São Paulo, rezando 1.000.000 de credos, sem comer a uma semana.
       Me digam, porque? Porque prometemos coisas tão absurdas? Porque juramos e não cumprimos? Juramos “amar e respeitar até que a morte nos separe”, ta aí uma promessa que pouco vejo sendo cumprida. Juramos amor eterno, amizade mútua, juramos a bandeira, o hino.
       Prometemos e não cumprimos, juramos e não honramos nossa jura. Mas cobramos quando não cumprem as promessas que fizeram a nós. Cobramos o aumento do salário, o presente do namorado, o desconto na loja, o brinde na compra, a promoção na empresa.
       Entretanto, ao que me parece, estamos vivendo a era das promessas quebradas, não honramos mais nossas palavras. Para algo ser considerado válido, exigimos assinaturas. E há pouco tempo atrás, para algo ser considerado legítimo, bastava dizer que era e ponto final. As pessoas confiavam naquilo.
       Mas como confiar, nos dias de hoje, quando parece que uma febre,uma doença, uma virose, atacou toda a humanidade. A febre das promessas descumpridas. E pelo que vejo, o caso é grave. Mais grave do que se podia imaginar. Não tem cura, só prevenção. Uma boa dose de caráter.
        E com isso, eu fico pensano nesses políticos, que saem por aí, mundo a fora, fazendo promessas. Será que eles também estão com essa virose?


Gislaine Oliveira